Experiências terão de ser aprovadas em critérios restritos de biossegurança. Autorização dependerá de avaliação de comitê com especialistas externos.
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) informaram nesta quarta-feira (10) que a utilização do vírus vivo da peste bovina em pesquisas científicas deverá passar por critérios e procedimentos restritos de biossegurança para que seja permitida.
Um Comitê Conjunto de Aconselhamento sobre a Peste Bovina, formado por sete especialistas externos, vai revisar as propostas de pesquisa e apresentar as conclusões para as duas agências. Os critérios usados serão baseados nos resultados e impactos do objetivo da pesquisa para a proteção da segurança alimentar para as populações locais e globais, na contribuição da pesquisa para a manutenção efetiva e eficiente de um mundo livre da peste bovina e nos benefícios científicos significativos para a saúde pública ou animal.
A peste bovina foi formalmente erradicada em 2011, mas ainda há estoques do vírus em laboratórios. Em junho de 2012, uma moratória na manipulação do vírus foi imposta depois que uma pesquisa da FAO/OIE descobriu que o material era mantido em mais de 40 laboratórios em todo o mudo, em alguns casos sob níveis inadequados de biossegurança. De acordo com as duas agências, se houver a manipulação imprópria do vírus por parte dos laboratórios, uma nova epidemia pode ocorrer.