Ajuda externa começa a chegar diariamente à região. Segundo a ONU, país precisa de 301 milhões de dólares para se reconstruir, porém, até agora, somente 26% desse valor foi obtido.

Cerca de 3 milhões de pessoas deixaram suas casas devido aos estragos do tufão Haiyan. Foto: PMA/ Praveen Agrawal
O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) informou que as prioridades dos filipinos atingidos pelo tufão Haiyan continuam sendo água potável, saneamento, alimentação e abrigo; o Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU já distribuiu alimentos para mais de 760 mil pessoas, anunciou a chefe da agência, Ertharin Cousin, acrescentando que mais ajuda está a caminho.
Cousin está nas Filipinas onde encontrou-se com algumas das vítimas do tufão, que já afetou mais de 13 milhões de pessoas e deixou cerca de 3 milhões deslocadas. No domingo (17), ela se reuniu com funcionários do governo e ajudou a distribuir biscoitos energéticos para crianças em uma escola local, que foi transformada em um centro de evacuação após o desastre que atingiu a região na semana passada.
Segundo o PMA, desde o início da crise, os alimentos foram encaminhados para 24 municípios na Ilha de Leyte e para a cidade de Tacloban. Mais de 760 mil pessoas já receberam pacotes tamanho família com arroz e 33 mil pessoas obtiveram biscoitos energéticos.
“Algumas pessoas perderam tudo, mas agora têm acesso a alimentos nutritivos graças ao PMA”, afirmou Cousin. “A agência vem trabalhando incansavelmente com o departamento responsável do governo filipino, o Departamento de Assistência Social e Desenvolvimento, para conseguir alimentos para as pessoas afetadas”, acrescentou.
A ONU e seus parceiros pediram 301 milhões dólares para o fornecimento de assistência humanitária às Filipinas. Até o último sábado (16), somente 26% dessa quantia havia sido recebida.