Para Luiza Carvalho, coordenadora residente e humanitária nas Filipinas, o progresso é significativo em apenas um mês, mas ajuda ainda é necessária para reconstruir vidas.

O aeroporto na cidade de Tacloban, nas Filipinas, foi seriamente danificado na sequência do tufão Hayan, em 8 de novembro de 2013. Foto: cortesia da Força Área Filipina.
Um mês após o tufão Hayan ter atingido as Filipinas, a principal autoridade humanitária das Nações Unidas no país pediu nesse domingo (8) que a comunidade internacional continue com o apoio para que as pessoas atingidas tenham acesso a comida e água potável, assim como abrigos e empregos.
“Visitando Tacloban hoje, vejo uma grande diferença desde a minha primeira visita, há quase um mês”, disse a coordenadora residente e humanitária da ONU no país, a brasileira Luiza Carvalho. “O aeroporto está operacional, o combustível disponível, o sistema de água reconectado, as pessoas recebendo assistência e a prefeitura funcionando. É encorajador ver progresso significativo em um espaço tão curto de tempo, mas precisamos lembrar que há uma longa estrada pela frente.”
Na sexta-feira (6), agências humanitárias da ONU e parceiros pediram ao mundo que continuem a apoiar o esforço de ajuda em peso no arquipélago, alertando que a extensão dos danos ainda está se revelando e as necessidades de milhares de pessoas afetadas pela tempestade são imensas.
Dos 348 milhões de dólares solicitados para a ajuda imediata, cerca de 168 milhões de dólares foram recebidos, o equivalente a aproximadamente 48%, relatou o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA). Os desafios dos próximos meses vão envolver a reabertura de escolas danificadas e prédios públicos e a restauração de serviços.
“A comunidade internacional se mobilizou para dar suporte às comunidades afetadas, mas o apoio será necessário também em 2014, já que a longa tarefa de reconstruir vidas continua”, disse o escritório local do OCHA em um comunicado de imprensa.
Em apoio à resposta conduzida pelo governo, parceiros humanitários alcançaram 3 milhões de pessoas com assistência alimentar e mais de 20 mil famílias receberam sementes de arroz a tempo da próxima temporada de plantio, de acordo com números apresentados nesse domingo pelo OCHA.
Nos próximos seis meses mais de 100 mil crianças de até dois anos de idade, assim como mulheres grávidas e novas mães, serão assistidas com programas de alimentação.
Equipes médicas cobrem 25 municípios e projetos foram lançados para fornecer esquemas de “dinheiro-por-trabalho” para reacender a economia. Insumos para fazendeiros e pescadores serão adquiridos para permitir que recuperem seus meios de subsistência.
Enquanto isso, 4 milhões de folhas de ferro galvanizadas devem ser necessárias para a reconstrução das casas das famílias, anunciou a agência de ajuda da ONU.
“O povo das Filipinas é conhecido no mundo inteiro por sua resiliência. Você precisa apenas ver Tacloban e como a recuperação da cidade, que foi tão danificada, está em andamento”, disse Luiza Carvalho.