Cerca de 420 mil crianças vítimas da catástrofe que atingiu o país em novembro já voltaram a estudar. Nações Unidas também estão criando empregos que ajudam na recuperação das comunidades afetadas.

Crianças cantam hino das Filipinas antes de entrar na sala de aula. Foto: UNICEF Filipinas/J. Reyna
Três meses após o tufão Haiyan ter devastado as Filipinas, as agências das Nações Unidas e seus parceiros estão reorientando suas prioridades para dar assistência de longo prazo à população do país. O objetivo é aumentar o número de crianças nas escolas e criar empregos para os adultos.
“Nosso foco até agora tem sido a prestação de ajuda para salvar as vidas das crianças e comunidades que foram mais atingidas pelo tufão e que mais estão em risco”, disse a representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no país, Angela Kearney. “Estamos fazendo progressos reais, mas muito mais precisa ser feito para restaurar os direitos dessas crianças e dar a elas a chance de desenvolver o seu potencial.”
Cerca de 420 mil crianças nas áreas mais atingidas pelo desastre já estão de volta à escola. Algumas salas de aula foram reparadas e outras improvisadas em tenda. A campanha para colocar as crianças no colégio continuará se expandindo até junho, quando começa o novo ano letivo.
Enquanto isso, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) tem fornecido postos de trabalho em curto prazo, que incluem empregos que estão ajudando a reconstruir as comunidades, como a limpeza das ruas e reparos na infraestrutura. Na segunda fase do programa, a OIT quer criar novos tipos de emprego e gerar renda local.
O Programa Mundial de Alimentos (PMA) também está ajudando as famílias a reconstruírem suas vidas, oferecendo suporte às necessidades imediatas dos mais vulneráveis. A agência prevê a implementação de um programa de troca de força de trabalho por dinheiro e comida para 500 mil filipinos.
O PMA, através de sua parceria com o governo do país, organizações não governamentais e outras agências da ONU, tem ajudado mais de 2,8 milhões de pessoas a receber assistência alimentar de emergência e apoio nutricional.
O tufão Haiyan atingiu as Filipinas no dia 8 de novembro do ano passado e mais de 6,2 mil mortos e 4,1 milhões de deslocados, afetando um total de 14,1 milhões de filipinos.