Casas, hospitais, unidades de saúde, igrejas e escolas foram severamente afetados. Estimativa é que mais de 3 milhões de pessoas tenham sido atingidas.

Sobreviventes de um terremoto de magnitude 7,2 que atingiu a região central das Filipinas usam uma pequena canoa para atravessar um rio, após queda da ponte que liga a cidade mais atingida, Loon, em Bohol. Foto: IRIN/Jason Gutierrez
As Nações Unidas e parceiros humanitários nas Filipinas fizeram um apelo nesta sexta-feira (25) de 46,8 milhões de dólares para atender as necessidades mais urgentes das vítimas do terremoto que atingiu a província de Bohol. A estimativa é que mais de 3 milhões de pessoas tenham sido afetadas.
O plano de ação apoia as prioridades do governo, incluindo abrigos de emergência para 344 mil pessoas desalojadas e desabrigadas, água, saneamento e higiene, remoção de escombros e coordenação, bem como outras intervenções.
“As pessoas necessitam urgentemente de abrigo temporário e transitório”, disse a coordenadora humanitária residente da ONU nas Filipinas, Luiza Carvalho, em um comunicado do Escritório da ONU de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).
“Estamos preocupados com os mais vulneráveis, especialmente o bem-estar de mulheres e crianças”, acrescentou.
O terremoto de magnitude 7,2, centrado próximo à cidade de Carmen, ao sul de Manila, provocou deslizamentos de terra que engoliram casas inteiras, destruindo pontes e derrubando igrejas centenárias. Sete cidades de três províncias diferentes foram inicialmente afetadas.
“Filipinas experimentou desastres sucessivos, múltiplos e simultâneos recentemente”, disse Carvalho. “Os agentes humanitários atualmente respondendo a várias calamidades estão em sua plena capacidade e precisamos de apoio para proporcionar uma intervenção eficaz, baseada em necessidades, para complementar a resposta do governo.”
Os danos à infraestrutura foram intensos, com casas, hospitais, unidades de saúde, igrejas e escolas severamente afetados.
Apesar das condições precárias das estradas estarem melhorando, observou a agência da ONU, ainda há desafios logísticos na prestação de socorro às comunidades que só podem ser acessadas por moto e barco.