Filipinas: PNUD usa sistema que facilita pagamento de trabalhadores na reconstrução de cidades

Cinco mil pessoas afetadas pelo Haiyan e que fazem parte do programa emergencial da agência da ONU recebem mensagem de texto pelo celular quando pagamento é depositado. Método é fácil e seguro.

A família de Mary Ann Arandia foi afetada pelo tufão Hayian nas Filipinas e agora ela trabalha para o PNUD, ajudando a reconstruir a cidade de Tacloban. Foto: PNUD/Lesley WrightO Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) está implementando um novo sistema de transferência de dinheiro para os 5 mil filipinos que estão trabalhando para a agência da ONU para ajudar na reconstrução do país após a passagem do tufão Haiyan em novembro do ano passado.

Através de uma parceria com um banco das Filipinas (Landbank) e a operadora de telefonia móvel Smart Communications, os trabalhadores receberam um celular com um cartão pré-pago e um cartão bancário para realizar saques em caixa eletrônico.

Toda vez que o dinheiro pago pelo PNUD é depositado na conta, eles recebem uma mensagem de texto avisando. A medida deve tornar os pagamentos mais fáceis e seguros.

Mary Ann Arandia é uma das filipinas que se beneficiaram com a iniciativa. O tufão Haiyan destruiu o cabeleireiro onde seu marido trabalhava. Quando o PNUD ofereceu a oportunidade do emprego de emergência para a retirada dos escombros em Barangay, na cidade de Tacloban, ela e o esposo aceitaram imediatamente.

“Eu aprendi a usar um caixa eletrônico, eu não sabia como usá-lo”, disse ela. “A primeira coisa que fiz foi uma consulta de saldo (via mensagem de texto) e o PNUD me respondeu se havia dinheiro na conta”, acrescentou Arandia.

Esta iniciativa piloto é parte de um programa de recuperação precoce muito mais amplo que o PNUD está lançando nas áreas devastadas pelo tufão Haiyan, que afetou 14,1 milhões de pessoas e deixou 4 milhões deslocados na região de Visayas, nas Filipinas.

Ao longo dos próximos três anos, o programa se concentrará em apoiar os mais pobres e vulneráveis a se recuperar da crise. A iniciativa removerá detritos, ajudará a recuperar os meios de subsistência e serviços públicos básicos e fortalecerá a resistência das pessoas contra desastres naturais futuros.