País foi arrasado pelo supertufão Haiyan, o mais forte de sua categoria em um século, em novembro de 2013. Em seis meses, 130 mil casas foram reconstruídas e 80 mil crianças filipinas foram imunizadas.

Coqueirais devastados na província filipina de Samar, em 11 de novembro de 2013, quando o supertufão Haiyan se dissipou. Foto: OIM/Conrad Navidad
As Nações Unidas afirmaram nesta quarta-feira (7) que a recuperação das Filipinas – atingidas pelo tufão Haiyan em novembro de 2013 – continua frágil, embora sinais de progresso já tenham começado a aparecer.
“Nossos pensamentos seguem voltados aos sobreviventes que sofreram com a perda de tantos amigos e entes queridos”, afirmou o comunicado da coordenadora humanitária da ONU no país, a brasileira Luiza Carvalho.
Agências da ONU e parceiros conciliam agora os projetos prioritários de abrigo e moradia com a necessidade de auxiliar os civis em situação mais vulnerável.
O supertufão Haiyan, também conhecido nas Filipinas como “Yolanda”, foi a maior tempestade de seu tipo registrada em um século, tendo deixado 4 milhões de desabrigados, 500 mil residências destruídas, além de afetar cerca de 9,8 milhões de pessoas. Entre estragos na infraestrutura e serviços públicos do país, o prejuízo estimado beira os 12 bilhões de dólares.
Embora esforços das ONU tenham ajudado a reconstruir, segundo o comunicado, 133 mil casas, há a necessidade urgente de apoio para a construção de outras 380 mil.
Entre outras conquistas, a ONU citou a imunização de mais de 80 mil crianças, a disponibilização de água potável a mais de um milhão de filipinos e a distribuição de materiais escolares para 470 mil crianças.