Fim da ocupação israelense é único caminho para a paz, dizem oficiais da ONU

Para marcar os 50 anos do conflito árabe-israelense, altos oficiais das Nações Unidas declararam na quinta-feira (29) que o fim da ocupação é o único meio de estabelecer as bases para uma paz duradoura que satisfaça as necessidades de segurança dos israelenses e as aspirações dos palestinos por um Estado soberano.

“Essa é a única maneira de alcançar os direitos inalienáveis da população palestina”, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres, em mensagem para fórum realizado na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

Jovens palestinos reúnem-se em prédio abandonado de Gaza. Foto: ONU/Shareef Sarhan

Jovens palestinos reúnem-se em prédio abandonado de Gaza. Foto: ONU/Shareef Sarhan

Para marcar os 50 anos do conflito árabe-israelense, altos oficiais das Nações Unidas declararam na quinta-feira (29) que o fim da ocupação é o único meio de estabelecer as bases para uma paz duradoura que satisfaça as necessidades de segurança dos israelenses e as aspirações dos palestinos por um Estado soberano.

“Essa é a única maneira de alcançar os direitos inalienáveis da população palestina”, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres, em mensagem para fórum realizado na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. O evento teve como objetivo marcar os 50 anos do início do conflito árabe-israelense que ocasionou a ocupação pelo Estado de Israel da Cisjordânia, de Jerusalém Oriental, Gaza e das Colinas de Golã.

Lida pela vice-secretária-geral Amina Mohammed, a declaração de Guterres afirmou que este é o momento para retornar às negociações diretas, a fim de resolver todas as questões de status com base em resoluções relevantes da ONU, acordos e leis internacionais. Ele ressaltou a necessidade de pôr um fim ao conflito com o estabelecimento de um Estado palestino independente, ao lado em segurança e paz com o Estado de Israel.

Guterres observou que a ocupação impôs um pesado fardo humanitário e de desenvolvimento ao povo palestino. “Gerações de palestinos cresceram em campos de refugiados lotados, muitos na extrema pobreza e com pouca ou nenhuma perspectiva de uma vida melhor para seus filhos”, disse.

Ele acredita que uma solução para o conflito entre Israel e Palestina removeria o impulso ao extremismo violento e ao terrorismo no Oriente Médio, e “abriria as portas para cooperação, segurança, prosperidade e direitos humanos para todos”.

A vice-secretária-geral, em suas próprias declarações, afirmou que esta é uma ocasião não apenas para refletir os custos e consequências dos 50 anos de ocupação, mas também para olhar adiante para o que pode ser feito para acabar com essa situação.

“Compreendo o profundo sentimento de desespero do povo palestino. Por muito tempo, a comunidade internacional não conseguiu encontrar uma solução justa e duradoura para seu deslocamento”, disse ela ao fórum, realizado pelo Comitê para o Exercício dos Direitos Inalienáveis do Povo Palestino, da Assembleia Geral.

“As vidas de gerações de palestinos e israelenses foram confinadas por um conflito que moldou a paisagem física e humana com paredes de concreto, postos de controle e torres de vigilância, tudo sob uma atmosfera pesada de medo, desconfiança mútua e desespero”, continuou.

“Alguns acreditam que a situação pode ser administrada. Eles estão errados. Ela precisa ser resolvida”, declarou. A vice-secretária-geral ressaltou que a verdadeira paz não pode ser alcançada sem uma resolução justa e duradoura, acrescentando que uma solução de dois Estados é o único caminho para que palestinos e israelenses realizem suas aspirações históricas e vivam em paz, com segurança e dignidade.

Com duração de dois dias, o fórum reuniu especialistas internacionais, incluindo dos Estados da Palestina e de Israel, representantes da comunidade diplomática, sociedade civil e acadêmicos para discutir a ocupação em uma série de painéis interativos.