Fim de transição política representa ‘ponto de partida histórico’ para a Somália, diz Ban Ki-moon

Após décadas de conflitos, país passa por processo de paz e reconciliação nacional. Governo atual deve ser encerrado em 20 de agosto.

O fim do período de transição na Somália e a adoção de uma nova constituição provisória representam um “ponto de partida histórico” para o país, afirmou hoje (01/06) o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, em seu discurso durante a segunda Conferência de Istambul sobre a Somália. Ban enfatizou a necessidade de apoio da comunidade internacional para a próxima fase política que começará no país.

“Minha mensagem para esta conferência e para o mundo é: comprometam-se com a assistência de longo prazo para a Somália”, disse o Secretário-Geral, acrescentando que os recursos financeiros, bem como o envolvimento com o país são essenciais para ajudar a enfrentar alguns de seus principais desafios, incluindo a pirataria, o terrorismo e a seca.

Conhecida como Istambul II, a conferência de dois dias reúne o setor privado, doadores, autoridades somalis, a ONU – incluindo o Presidente da Assembleia Geral, Abdulaziz Al-Nasser – e sociedade civil para se concentrar na recuperação e desenvolvimento do país, bem como no suporte para a transição política.

Depois de décadas de guerra, o país no Chifre da África está passando por um processo de paz e reconciliação nacional. As Instituições Federais de Transição da Somália estão atualmente implementando um roteiro, elaborado em setembro de 2011, que estabelece medidas prioritárias a serem realizadas antes do fim do atual regime transitório, que deve terminar em 20 de agosto.

No próximo mês, o país adotará nova Constituição Provisória e membros do parlamento serão selecionados por conselheiros da Somália, com a ajuda de um Comitê Técnico de Seleção, para garantir que os candidatos preencham os critérios pré-estabelecidos em acordo.

“O fim da transição marca o início de uma nova fase no processo político”, completou Ban. “Uma nova fase de diálogo inclusivo, onde todas as vozes devem ser ouvidas.”