Devido a diversas crises nos últimos sete anos, estima-se que 13,7 milhões de egípcios — ou 17% da população — sofreram de insegurança alimentar em 2011, um aumento de 3% em relação a 2009.

Mais de 40% da renda média familiar no Egito vai para a comida, enquanto as famílias mais pobres gastam mais da metade dos seus orçamentos em comida. Foto: PMA/Marco Frattini
De acordo com um relatório conjunto divulgado nesta terça-feira (21) pela agência de alimentos das Nações Unidas e parceiros, a pobreza e a insegurança alimentar no Egito têm aumentado significativamente nos últimos três anos.
De acordo com o relatório do Programa Mundial de Alimentos (PMA) e da Agência Central de Mobilização Pública e das Estatísticas no Egito (CAPMAS), estima-se que 13,7 milhões de egípcios — ou 17% da população — sofreram de insegurança alimentar em 2011, um aumento de 3% desde 2009.
“O aumento da insegurança alimentar, das taxas de desnutrição e pobreza não aconteceram da noite pro dia, não aconteceram durante este ano ou mesmo no ano passado”, disse o representante e diretor do PMA no Egito, Gianpietro Bordignon.
“A incapacidade das pessoas de terem uma alimentação adequada e nutritiva é atribuída em grande parte ao aumento dos índices de pobreza e uma sucessão de crises, desde 2005”, adicionou Bordignon.
Os resultados mostram que famílias mais pobres gastam mais da metade de sua renda média em comida, e muitas vezes compram os alimentos mais baratos e menos nutritivos. A desnutrição está em alta, com 31% das crianças com menos de cinco anos de idade raquíticas, em comparação aos 23% em 2005. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a taxa alta a partir dos 30%.
“O crescimento reduzido, reflexo da desnutrição crônica, é irreversível e impede que as crianças atinjam o seu verdadeiro potencial físico e mental”, disse o PMA em um comunicado à imprensa.