Fórum apoiado pela ONU discute formas inovadoras de conectar 4 bilhões de pessoas à Internet

A reunião em Istambul também trata de assuntos relacionados à neutralidade da rede e regulamentação transfronteiriça.

Foto: ONU/Devra Berkowitz

Foto: ONU/Devra Berkowitz

Com o tema “Conectando continentes para melhorar a governança de múltiplos participantes da Internet”, o nono Fórum de Governança da Internet, apoiado pelas Nações Unidas, começou nesta terça-feira (2) com a participação de mais de 2.500 participantes, que debaterão nos próximos quatro dias em Istambul temas-chave sobre regulamentação e acesso à Internet para todos.

“Queremos promover uma Internet acessível, aberta, segura a confiável, e as pessoas estão participando do Fórum de Governança da Internet para debater as ações que podem afetar os usuários de Internet no presente e no futuro”, disse o secretário-geral assistente da ONU para a Coordenação de Políticas e Assuntos Interagenciais, Thomas Gass, do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais.

O encontro reuniu representantes de governos, organizações intergovernamentais, setor privado, comunidade técnica e sociedade civil para examinar temas de governança transfronteiriça, cibersegurança, spam, proteção infantil, privacidade, liberdade de expressão e direitos humanos.

O primeiro dia de discussões tratou da neutralidade na rede e se o tráfico de Internet e dados deveriam ser tratados igualmente ou regulados de uma forma que priorize certos conteúdos sobre outros por um preço. Um fator que poderia ter implicações para o desenvolvimento econômico, para os usuários e os direitos humanos e sociais.

Até o final de 2014, cerca de 3 bilhões de usuários estarão conectados, e dois terços serão de países em desenvolvimento. No entanto, isso significa que mais de 4 bilhões de pessoas continuam sem acesso à Internet, e a maioria vive em países em desenvolvimento.

Na África, estima-se que apenas 20% da população estará online até o final de 2014. O Fórum também tem o objetivo de chamar a atenção e iniciar discussões sobre essa necessidade e identificar formas inovadoras para responder essa brecha digital.