O projeto combina campanhas pela liberdade de expressão e fortalecimento na legislação dos Estados-Membros.
A maioria dos crimes cometidos contra jornalistas não tem como alvos correspondente de guerra, mas sim profissionais da imprensa em atuação nos seus próprios países, em tempos de paz, e cobrindo histórias locais.
Essa foi uma das conclusões do Fórum Interagencial do Programa Internacional para o Desenvolvimento da Comunicação (PIDC), que, na última semana, finalizou um esboço do Plano de Ação para combater a impunidade a esses crimes.
Mais de 500 profissionais de mídia foram mortos no exercício das suas funções durante a última década, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), que sediou o fórum em Paris.
O projeto prevê a extensão do trabalho já realizado pela UNESCO, no sentido de evitar crimes contra os trabalhadores de mídia, incluindo assistência aos países para que desenvolvam uma legislação e mecanismos favoráveis à liberdade de expressão e informação. Campanhas de sensibilização também serão realizadas com os Estados-Membros, envolvendo a sociedade civil e órgãos preocupados com a democracia.
O projeto do Plano será apresentado ao Programa Internacional da UNESCO para o Desenvolvimento da Comunicação (IPDC) em março 2012.