Os Estados-Membros das Nações Unidas têm a responsabilidade de defender os princípios de direitos humanos enunciados na Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, afirmou (18/05) a ativista dos diretos indígenas, Dorough Dalee Sambo, acrescentando que as violações dos direitos fundamentais das comunidades persistem.
Os Estados-Membros das Nações Unidas têm a responsabilidade de defender os princípios de direitos humanos enunciados na Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, afirmou (18/05) a ativista dos diretos indígenas, Dorough Dalee Sambo, acrescentando que as violações dos direitos fundamentais das comunidades persistem. A declaração foi realizada durante o Fórum Permanente da ONU sobre Questões Indígenas que abriu suas portas em Nova York com a presença de mais de 1.600 delegados de todo o mundo.
Sambo afirmou também que a direta e muitas vezes brutal violação dos direitos fundamentais dos povos indígenas em todas as regiões do mundo continua a ocorrer, mesmo em áreas onde algum sucesso foi alcançado, como no Canadá, onde um acordo sobre o uso da terra entre comunidades indígenas em Nunavut tem enfrentado problemas de execução.
“A realidade da Declaração da ONU é que os direitos dos povos indígenas não surgiram da boa vontade dos Estados,” disse Dorough. “Pelo contrário, é por causa de toda a história da exploração e colonização, bem como toda a gama de violações dos direitos humanos, que a comunidade indígena tem pressionado a ONU a abrir as suas portas para que tomemos o nosso legítimo lugar não só no contexto dos direitos humanos, mas também nos do meio ambiente, da paz e da segurança,” disse a jornalistas à margem das deliberações no Fórum de duas semanas.
O Fórum visa a promover os direitos dos cerca de 370 milhões de indígenas em todo o mundo. Um ativista dos direitos indígenas da Tanzânia, Edward Tunyon, destacou a situação das comunidades pastoris em seu país, que, segundo ele, têm perdido terreno à medida que outras comunidades invadem suas aldeias e autoridades confiscam terras para fins comerciais ou de preservação.
Este ano, o Fórum se concentra na revisão dos progressos realizados em questões que vão desde o desenvolvimento econômico e social até o meio ambiente, bem como a prévia autorização dos povos indígenas com relação a decisões que afetam suas comunidades.