Fórum da ONU para questões indígenas aborda conflito, paz e resolução

Mais de 1 mil participantes indígenas de todas as regiões do mundo são esperados para o fórum de duas semanas, realizado este ano entre 9 e 20 de maio. As questões de paz e conflito, frequentemente relacionadas às terras e recursos indígenas, e seus direitos e diferentes identidades, serão o foco das discussões deste ano.

Participantes da sessão de 2016 do Fórum Permanente das Nações Unidas para Questões Indígenas. Foto: ONU

Participantes da sessão de 2016 do Fórum Permanente das Nações Unidas para Questões Indígenas. Foto: ONU

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, elogiou na segunda-feira (9) a abertura da sessão deste ano do Fórum das Nações Unidas para Questões Indígenas, defendendo a garantia dos direitos dos povos indígenas, cada vez mais afetados por conflitos envolvendo suas terras e recursos.

“Fico contente em enviar cumprimentos ao Fórum Permanente sobre Questões Indígenas”, disse Ban em mensagem de vídeo durante a abertura da 15ª sessão do fórum, realizado na Assembleia Geral da ONU em Nova York. “Cumprimento o foco (da sessão) em questões de conflito, paz e resolução”.

Mais de 1 mil participantes indígenas de todas as regiões do mundo são esperados para o fórum de duas semanas, realizado este ano entre 9 e 20 de maio. As questões de paz e conflito, frequentemente relacionadas às terras e recursos indígenas, e seus direitos e diferentes identidades, serão o foco das discussões deste ano.

Ban disse ser essencial para o trabalho da comunidade global garantir os direitos dos povos indígenas, e cumprimentou o presidente da Assembleia Geral por iniciar consultas sobre uma maior participação dos povos indígenas nas Nações Unidas.

O vice-presidente do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC), Sven Jürgenson, encorajou os indígenas a continuar seu engajamento nos processos do fórum. “Também encorajo os Estados-membros a trabalhar com os povos indígenas, não apenas porque eles têm o direito de participar do processo de desenvolvimento, mas porque têm contribuições extremamente valiosas a fazer a todos”.

Paralelamente, o presidente da 70ª sessão da Assembleia Geral, Mogens Lykketoft, lembrou que desde que assumiu, “procurou avançar na abertura, transparência e inclusão” na condução do trabalho da Assembleia Geral.

“Para mim, isso inclui a capacidade dos povos indígenas de se engajar nas questões da ONU que os afetarem”, disse Lykketoft. “As atuais consultas são uma oportunidade histórica para os Estados-membros e povos indígenas melhorarem e fortalecerem a participação dos povos indígenas nas Nações Unidas”, acrescentou.