Um fotojornalista que está preso há quase 5 anos por cobrir um protesto no Cairo foi selecionado para receber o prêmio de liberdade de imprensa deste ano, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
Mahmoud Abu Zeid, conhecido como Shawkan, receberá o Prêmio Guillermo Cano de Liberdade de Imprensa 2018, a ser concedido em 2 de maio, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.

O fotojornalista egípcio Mahmoud Abu Zeid, conhecido como Shawkan. Foto: Twitter/@ShawkanZeid
Um fotojornalista que está preso há quase 5 anos por cobrir um protesto no Cairo foi selecionado para receber o prêmio de liberdade de imprensa deste ano, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
Um júri de profissionais de mídia independentes selecionou o fotojornalista egípcio Mahmoud Abu Zeid, conhecido como Shawkan, para o Prêmio Guillermo Cano de Liberdade de Imprensa 2018, a ser concedido em 2 de maio, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.
“A escolha de Mahmoud Abu Zeid presta homenagem à sua coragem, resistência e compromisso com a liberdade de expressão”, disse Maria Ressa, presidente do júri, em um comunicado de imprensa.
Segundo a UNESCO, Shawkan está detido desde 14 de agosto de 2013, quando cobria uma manifestação na Praça Rabaa Al-Adawiya, no Cairo. No início de 2017, o promotor do caso teria pedido a pena de morte.
A prisão e detenção do fotojornalista foram consideradas arbitrárias pelo Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Detenções Arbitrárias, e contrárias aos direitos e liberdades garantidos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e pelo Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos.
O objetivo do prêmio é reconhecer uma pessoa, organização ou instituição que fez uma contribuição extraordinária para a defesa e/ou promoção da liberdade de imprensa, especialmente em situações de perigo. Os selecionados recebem 25 mil dólares.
O Prêmio Guillermo Cano de Liberdade de Imprensa é financiado pela Fundação Cano (Colômbia) e pela Fundação Helsingin Sanomat (Finlândia). Seu nome é uma homenagem a Guillermo Cano Isaza, um jornalista colombiano assassinado em 17 de dezembro de 1986, em frente ao escritório de jornal El Espectador, em Bogotá, na Colômbia.