“Com poucas alternativas de entrar na União Europeia, muitas pessoas perseguidas fugindo de conflitos têm enfrentado jornadas perigosas fazendo uso de contrabandistas para chegar a um local seguro”, disse o porta-voz do ACNUR, William Spindler.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) expressou sua preocupação, nesta terça-feira (31), com as pessoas que estão sendo bloqueadas na fronteira da União Europeia (UE), citando as mortes de dois iraquianos que estavam em um grupo de 12 yazidis – minoria religiosa no pais – que teriam sido espancados por guardas búlgaros na fronteira da Bulgária com a Turquia.
“Com poucas alternativas de entrar na União Europeia, muitas pessoas perseguidas fugindo de conflitos têm enfrentado jornadas perigosas fazendo uso de contrabandistas para chegar a um local seguro”, disse o porta-voz do ACNUR, William Spindler. “É profundamente perturbador que pessoas procurando por proteção internacional estejam sendo recusadas, muitas vezes com violência. Estados-membros da UE em sua fronteira externa precisam garantir que essas práticas parem, e devem conduzir investigações transparentes e independentes sobre as alegações de práticas ilegais em suas regiões de fronteira”.
A declaração veio após o recente incidente onde 12 iraquianos da minoria yazidi foram impedidos de entrar na Bulgária pela fronteira com a Turquia. Eles tiveram seus pertences apreendidos e foram gravemente agredidos. Dois deles, com várias lesões, acabaram morrendo mais tarde de hipotermia, no lado turco da fronteira. Uma terceira pessoa teria sido levada em estado crítico a um hospital em Edirne, depois que as autoridades turcas foram alertadas.
