Funcionário do Programa Mundial de Alimentos da ONU conduz Tocha Olímpica em Curitiba

José de Arimateia da Silva, mais conhecido como Ari, é motorista do Centro de Excelência contra a Fome e participou do revezamento da chama olímpica para representar os 14 mil funcionários do Programa Mundial de Alimentos (PMA) que atendem a milhões de pessoas vulneráveis em todo o mundo.

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Todos os dias, 14 mil funcionários do Programa Mundial de Alimentos (PMA) emprestam seus talentos e habilidades para levar alimentação nutritiva a populações vulneráveis.

Pessoas afetadas por desastres naturais, refugiados, grávidas e mães em fase de amamentação, crianças de todas as idades e vítimas da desigualdade e da pobreza recebem o alimento a que não teriam acesso não fossem os esforços das equipes do organismo internacional espalhadas pelo mundo.

No última quinta-feira (14), em nome de todos os humanitários a serviço do PMA, um dos profissionais da agência das Nações Unidas participou do revezamento da Tocha Olímpica, durante a passagem do símbolo dos Jogos Rio 2016 por Curitiba.

José de Arimateia da Silva, mais conhecido como Ari, é motorista do Centro de Excelência contra a Fome e foi escolhido para conduzir a chama das Olimpíadas e Paralimpíadas. No frio de Curitiba, ele percorreu 200 metros carregando o fogo que representa a união dos povos.

Mas dividir a alegria com seus colegas do PMA não foi suficiente. Por ter sido um dos beneficiários do programa de alimentação escolar do Brasil, Ari decidiu levar a Tocha para uma escola pública, para compartilhar a sua experiência com crianças que também recebem refeições quando vão ao colégio.

‘Eu não imaginava que a emoção seria tão grande’

Em Curitiba, Ari teve a oportunidade de ver, ainda de manhã, a passagem da Tocha pelo centro da cidade. De ônibus ele percorreu um longo trecho acompanhando o percurso da chama olímpica até chegar ao Parque Barigui.

Assim que ele se posicionou, com a Tocha ainda apagada, o assédio começou. Todo mundo queria uma foto com o Ari e o símbolo das competições de agosto e setembro. Ele, com sua simpatia, tirou quantas fotos foram possíveis.

Depois de correr os 200 metros com a chama, Ari não se continha. “Eu não imaginava que a emoção seria tão grande. Pensei na minha filha, Esther, em todos os meus colegas do PMA e em todas as crianças que precisam da alimentação escolar”.

Revezamento na escola

No dia seguinte,  os 450 alunos e 50 professores e funcionários do Colégio Estadual Professora Ângela Sandri Teixeira, de Almirante Tamandaré, a 20km de Curitiba, tiveram a oportunidade de fazer seu próprio revezamento da Tocha Olímpica.

Entre meninos e meninas, um aluno de cada turma, junto com uma funcionária da cantina, uma da secretaria e uma professora se revezaram para carregar a Tocha.

O time de condutores levou o símbolo dos Jogos de 2016 pela estrada que passa ao lado da escola. Ao longo do caminho, uma plateia muito especial: a população do município fez fila para ver a passagem da Tocha, como ocorre no revezamento oficial.

Os meninos e meninas conduziram a Tocha até o campo de futebol local, onde a organização não governamental Zelar e Confiar oferece aulas do esporte no contraturno da escola para 200 crianças.

Antes da iniciativa simbólica, a equipe do Centro de Excelência contra a Fome fez uma apresentação para os alunos sobre o trabalho das Nações Unidas e do Programa Mundial de Alimentos — que leva  alimentação escolar para 14,4 milhões de crianças em todo o mundo.

Os funcionários também explicaram como o Centro tem apoiado cerca de 30 países a replicar o bem-sucedido programa de alimentação escolar do Brasil.