O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o governo da Guiana oficializaram na terça-feira (21) uma nova parceria para transformar a vida de 30 mil pessoas vivendo no interior. Em zonas rurais afastadas, três em cada quatro guianenses são pobres.

Agricultura da Guiana receberá recursos de fundo agrícola da ONU. Foto: PNUD/GEF
O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o governo da Guiana oficializaram na terça-feira (21) uma nova parceria para transformar a vida de 30 mil pessoas vivendo no campo. A agência da ONU investirá 8,4 milhões de dólares em um projeto que busca aumentar a geração de renda entre agricultores familiares, combatendo a fome e a pobreza no interior do país.
O objetivo da iniciativa é fortalecer a segurança alimentar da população rural que mora e trabalha em algumas das regiões mais afastadas e também mais afetadas pelas mudanças climáticas. O programa prevê a inserção de pequenos produtores em novos mercados através da identificação de commodities rentáveis. Outra meta é tornar a dieta dos camponeses mais saudável.
No interior, três em cada quatro pessoas são pobres. Ao menos 75% dos beneficiários da parceria entre autoridades e o FIDA serão indígenas. Cerca de 30% terá entre 15 e 44 anos e no mínimo metade serão mulheres.
A contribuição da agricultura para a economia da Guiana é significativa: quase um terço das exportações do país vem do setor agrícola. Segundo o FIDA, porém, dos 1,74 milhão de hectares usados pela agropecuária, apenas 200 mil, em média, são explorados de forma eficaz, com drenagem e irrigação relativamente adequadas.
“A Guiana estabeleceu um meta ambiciosa, de explorar o potencial do país no setor agrícola e dar uma atenção especial às áreas do interior através do uso eficiente e sustentável dos recursos naturais nacionais”, afirmou o gerente de programas do FIDA para a nação sul-americana, Ladislao Rubio, durante a cerimônia de assinatura do acordo com o governo, em Roma.
“Fortalecendo o capital social, humano e natural e enfrentando os problemas da má nutrição e da mudança climática, o projeto melhorará a resiliência às transformações do clima”, acrescentou.
O custo total do projeto é estimado em 11 milhões de dólares. O Fundo da ONU fornecerá 7,9 milhões em empréstimo e 500 mil em doações. Outros financiadores da iniciativa incluem o próprio governo, que dará uma contribuição de 2,4 milhões de dólares, e os próprios beneficiários, que ajudarão com 300 mil.
Segundo o FIDA, o programa alcançará cerca de 6 mil propriedades rurais familiares, o equivalente a 94% de todos os domicílios pobres do interior. Todas as sub-regiões do Alto Takutu e do Alto Essequibo, e também as áreas de Mabaruma e Moruca, da região de Barima Waini, receberão ações do projeto.