O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) vai apoiar a atuação dos jovens indígenas no Brasil a partir de um projeto voltado para o fortalecimento institucional da Rede de Juventude Indígena (REJUIND). Com doação da agência da ONU, prevista em acordo firmado na segunda-feira (5), a inciativa busca melhorar a articulação, comunicação e incidência dos integrantes da rede.

Representante do UNFPA no Brasil, Jaime Nadal, ao lado da integrante da REJUIND, Rayanne França, e de profissional do Instituto Autonomia, durante assinatura de acordo em Brasília. Foto: UNFPA Brasil
O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) vai apoiar a atuação dos jovens indígenas no Brasil a partir de um projeto voltado para o fortalecimento institucional da Rede de Juventude Indígena (REJUIND). Com doação da agência da ONU, prevista em acordo firmado na segunda-feira (5), a inciativa busca melhorar a articulação, comunicação e incidência dos integrantes da rede.
Implementado em parceria com o Instituto Autonomia, o programa dará continuidade à construção de espaços de diálogo, ampliando a participação de mais jovens indígenas no estabelecimento de uma rede nacional. O objetivo é gerar propostas de ação consensuais, que reflitam as necessidades e desafios de diferentes realidades brasileiras. Com isso, os parceiros esperam promover o pleno exercício dos direitos individuais e coletivos.
A REJUIND foi constituída em 2009 como resultado do I Seminário Nacional de Juventude Indígena, realizado em Brasília. Utilizando as novas tecnologias de informação e comunicação, a organização tem por objetivo ser uma ferramenta para apoiar os jovens indígenas, priorizando as oportunidades de empoderamento político. O apoio do UNFPA vai auxiliar nas mobilizações e processos formativos de membros e colaboradores da rede.
“Precisamos fortalecer a articulação dos processos organizacionais dos jovens indígenas no Brasil e analisar coletivamente as realizações, estratégias, desafios e avanços das novas gerações, com vistas a apoiar os esforços e tornar efetivos seus direitos humanos, constitucionalmente e internacionalmente reconhecidos”, defende o representante do UNFPA no Brasil, Jaime Nadal.
Segundo Rayanne França, integrante da REJUIND, a participação dos jovens indígenas nos espaços de tomada de decisão é fundamental para manter vivas a memória e a história cultural dos povos, que têm migrado das aldeias e comunidades para os grandes centros urbanos, em busca de educação e melhores condições de vida e emprego.
“A nossa participação nas esferas políticas dá visibilidade para todo o movimento indígena que necessita da juventude para se manter ativa. Agora que a gente está adentrando os campos internacionais, pretendemos ter maior contato com a América Latina e o Caribe”, afirma a ativista.