O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) participou na semana passada (23 a 26) de evento na cidade de Puebla, no México, sobre população, desenvolvimento sustentável, políticas públicas e avanços nos dados sociodemográficos.
O encontro, que acontece a cada dois anos, discutiu as relações entre população e temas como desenvolvimento territorial, educação e saúde. O evento teve apoio do UNFPA de diversos países da América Latina, da academia, de agentes sociais e organizações internacionais.

O evento teve apoio do UNFPA de diversos países da América Latina, da academia, agentes sociais, e organizações internacionais. Foto: UNFPA
O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) participou na semana passada (23 a 26) de evento na cidade de Puebla, no México, sobre população, desenvolvimento sustentável, políticas públicas e avanços nos dados sociodemográficos.
O 8º Congresso Internacional da Associação Latino-Americana de População (ALAP) reuniu representantes de academia, governo e instituições que trabalham com temas populacionais.
O encontro, que acontece a cada dois anos, discutiu as relações entre população e temas como desenvolvimento territorial, educação, saúde e políticas públicas. O evento teve apoio do UNFPA de diversos países da América Latina, da academia, de agentes sociais e organizações internacionais.
Na mesa de abertura, Verónica Zavala, presidente da ALAP, reforçou o compromisso da associação com a agenda de população e desenvolvimento. “Nenhum desenvolvimento será completo se não conseguirmos avançar na redução das desigualdades”, disse.
O diretor regional do UNFPA na América Latina e no Caribe, Esteban Caballero, lembrou que as interseções entre população e desenvolvimento sustentável são muitas e irrefutáveis. Segundo ele, os exemplos passam pelas relações de população com meio ambiente, desenvolvimento de novos padrões de consumo e produção, até a superação das desigualdades no acesso aos serviços de saúde.
“A perspectiva da população é fundamental para poder encontrar a maneira concreta de não deixar ninguém para trás, começando pelos mais vulneráveis. É também para salvaguardar a integralidade da Agenda 2030”, disse o diretor.
Caballero também ressaltou a importância de reunir profissionais e acadêmicos de toda a América Latina para multiplicar as vozes daqueles que falam e fazem defesa da implementação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). “Uma comunidade de pesquisa acadêmica e científica, como a reunida neste congresso, tem um papel a desempenhar e pode dar a essa mensagem de civilização que é a sustentabilidade, o peso que ela exige”, ressaltou.
Este ano, o UNFPA Brasil apoia e participa da organização, em conjunto com a Rede de Projeções e Produção de Dados Demográficos da ALAP – PRODATOS, do evento paralelo ao encontro, chamado “Novas Metodologias e Fontes de dados sociodemográficos para o monitoramento de Políticas Públicas”.
O objetivo do evento paralelo é contribuir para as discussões entre especialistas sobre os avanços já alcançados em termos de novas metodologias e fontes de dados e sua importância, especialmente no contexto de rápidas transformações demográficas e da implementação e monitoramento de agendas internacionais, como Agenda 2030 e Agenda do Cairo.
O oficial para população e desenvolvimento do UNFPA no Brasil, Vinícius Monteiro, moderou a mesa “Registros administrativos e censos populacionais e habitacionais na América Latina, complementos ou substitutos?”.
A atividade contou com a presença de Liliana Acevedo, representante da entidade responsável pelo planejamento, levantamento, processamento, análise e disseminação das estatísticas oficiais da Colômbia; Elva Dominga Dávila Tanco, do Instituto de Estatística e Informática (INEI) do Peru; Frederico Seguí, do INE Uruguai; Daniel Macadar, do UNFPA Uruguai; e Enrique Pelaez, da Universidade Nacional de Córdoba.
“O uso de registros administrativos para produzir dados estatísticos e apoiar a realização de censos é algo que traz muitos benefícios, mas os desafios, por outro lado, são muito grandes. A troca de experiências entre os países da região é fundamental para que possamos continuar avançando”, disse o oficial.
O objetivo da mesa foi discutir a quantidade de informação que pode ser usada, os conteúdos temáticos e questões operacionais dos censos populacionais e habitacionais na América Latina e os registros administrativos, que podem ser usados como complementos para os censos ou como uma fonte independente. Medir a qualidade da cobertura do censo ou, como diversos especialistas propõem, melhorar até o ponto de substituir os censos populacionais da forma como os conhecemos hoje.
O congresso da ALAP teve plenárias, mesas redondas, apresentação de trabalhos e pôsteres, lançamentos de livros e workshops. São mais de 30 instituições parceiras que têm como foco acabar com a pobreza em todas as suas dimensões, reduzir as desigualdades, buscar a segurança do planeta e a paz entre os povos, respeitando e cuidando do meio ambiente.