Fundo Monetário Internacional reduz projeção de crescimento brasileiro

Documento do FMI indica que a economia brasileira deve crescer 0,3% em 2015 e 1,5% em 2016, uma redução de 1,1% e 0,7% em comparação com as previsões de outubro de 2014.

Poços de petróleo nos EUA. Foto: Banco Mundial/Gennadiy Kolodkin

Poços de petróleo nos EUA. Foto: Banco Mundial/Gennadiy Kolodkin

A estimativa de crescimento mundial caiu em 0,3%, segundo dados revelados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgados pela entidade nesta terça-feira (20). A nova previsão indica que a economia mundial ficará na casa dos 3,5% comparado aos 3,8% divulgados em outubro de 2014.

Apesar da queda acentuada do preço do petróleo, o projeção do Panorama Econômico Mundial do FMI mostra que as expectativas de crescimento foram reduzidas pela diminuição de investimentos. Lançada às vésperas do Fórum Econômico Mundial de Davos, a publicação insta governos e bancos centrais a efetuar simulações de políticas econômicas e reformas estruturais para estimular o crescimento.

A revisão também afeta os dados do Brasil. A nova atualização do FMI indica que a economia brasileira deve crescer 0,3% em 2015 e 1,5% em 2016, uma redução de 1,1% e 0,7% em comparação com as previsões de outubro de 2014.

Segundo o diagnóstico, a Rússia sofrerá o maior impacto econômico neste ano, com o rebaixamento de 3% em 2015, um efeito direto da queda acentuada do preço do petróleo e as tensões geopolíticas.

A análise mostra divergências entre os Estados Unidos, por um lado, e a zona do euro e Japão, por outra parte. Enquanto para o país americano a perspectiva de crescimento econômico para este ano aumentou, o prognóstico para a zona do euro baixou para 1,2%. No Japão, a economia entrou em uma recessão técnica no terceiro trimestre de 2014, fator que levou o Fundo a reduzir também as expectativas de crescimento japonês. No entanto, as respostas políticas, bem como impulso do preço do petróleo e a depreciação do iene, podem fortalecer a economia para os próximos anos.

O crescimento previsto para 2016 também foi reduzido, passando para 3,7%. Para o economista chefe do FMI, Olivier Blanchard, a redução do preço do petróleo pode ajudar as economias a superarem essa análise pessimista, mas o diagnóstico não conta com esta variável.