Futebol reúne refugiados e brasileiros pelo fim da violência contra as mulheres

Ao lado de um dos “templos sagrados do futebol” e futuro palco da Copa do Mundo 2014, um grupo diferente de “atletas” demonstra muita habilidade com a bola nos pés.

Na camisa dos refugiados que participaram do evento, o apoio aos 16 Dias de Ativismo: 'Homens pelo Fim da Violência Contra as Mulheres'. Foto: ACNUR / F.Albuquerque

Na camisa dos refugiados que participaram do evento, o apoio aos 16 Dias de Ativismo: ‘Homens pelo Fim da Violência Contra as Mulheres’. Foto: ACNUR / F.Albuquerque

Ao lado de um dos “templos sagrados do futebol” e futuro palco da Copa do Mundo 2014, um grupo diferente de “atletas” demonstra muita habilidade com a bola nos pés.

Os talentos se exibem na quadra da Escola Municipal Friedenreich, vizinha do estádio. Entre eles estão cerca de 20 refugiados e solicitantes de refúgio de diferentes nacionalidades que vivem no Rio de Janeiro, em equipes compostas também por brasileiros. Na plateia, estudantes da escola que acompanham as partidas com entusiasmo, gritos e aplausos.

Ocorrido no primeiro final da semana de dezembro, o evento marcou a adesão dos refugiados e solicitantes de refúgio à iniciativa global conhecida como “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres”. A atividade foi organizada pela Caritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro e pela ONG Promundo, com o apoio do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

Além dos refugiados e dos funcionários da Caritas, outras 200 crianças da instituição (da educação infantil ao 5º ano) participaram da atividade, que coincidiu com o encerramento das olimpíadas da escola. Os participantes usavam camisetas alusivas aos “16 Dias de Ativismo”, com os dizeres “Homens pelo Fim da Violência Contra as Mulheres”.

Ainda que não tenham jogado, as mulheres contribuíram ativamente para a iniciativa. O pontapé inicial dos amistosos foi dado por uma refugiada de Serra Leoa, que carregava a filha de 7 meses no colo, e a juíza da partida foi a professora de educação física da Escola Friedenreich, Andrea Filardi. “É um ato muito bacana, um jogo festivo e em tom de respeito à mulher. Achei ótimo as crianças terem contato com outros idiomas e culturas”, disse, elogiando o fair play das equipes.

Cada equipe usava camisetas de cores diferentes. Em volta da quadra, os pequenos torcedores entoavam coros de apoio aos jogadores. As cores que identificavam os times logo passaram a ser cantadas em francês, idioma falado pela maioria dos participantes, vindos da República Democrática do Congo. Aos gritos de “vert”, “violet”, “gris”, “blanc” e “orange”, as crianças vibravam com as jogadas e com os muitos gols. Saiba mais clicando aqui.