Desde que a guerra civil terminou, em 2003, a Missão das Nações Unidas na Libéria tem apoiado o país da África Ocidental a reconstruir suas instituições e, desta forma, manter a estabilidade sem a necessidade da presença da missão.

Estudantes de uma aldeia na capital da Libéria, Monróvia, no estado de Matadi, durante evento da missão da ONU no país (UNMIL). Foto: UNMIL/Staton Winter
Um ano após autoridades da Libéria terem lançado um “compromisso histórico” para assumir a plena responsabilidade da segurança do país até o final de junho deste ano, representantes das Nações Unidas debateram quais medidas são necessárias para apoiar a implantação do plano.
Desde que a guerra civil terminou, em 2003, a Missão das Nações Unidas na Libéria (UNMIL) tem apoiado o país da África Ocidental a reconstruir suas instituições e, desta forma, manter a estabilidade sem a necessidade da presença da missão.
“A conclusão esperada da transição de segurança no dia 30 de junho será um dos marcos mais significativos para a Libéria e para a comunidade internacional desde o fim da guerra civil do país e a assinatura do acordo de paz, em 2003”, disse Farid Zarif, representante especial do secretário-geral e chefe de UNMIL.
“Também irá marcar o início de uma nova fase no envolvimento das Nações Unidas na Libéria”, disse Zarif. “No entanto, a Libéria e a comunidade internacional não devem perder de vista o caminho ainda árduo para uma paz verdadeiramente sustentável no país e na região, o que exigirá o envolvimento de longo prazo e apoio da comunidade internacional.”
Ele observou que até à data limite de junho, a UNMIL vai transformar seus 13 escritórios de campo em cinco regionais. Como parte deste processo, a Missão também propôs uma redução de mais de 30% do seu pessoal civil ao longo dos próximos dois anos.
“O fechamento dos escritórios de campo tem sido acompanhado por uma campanha de informação pública pró-ativa, incluindo a realização de reuniões entre funcionários do alto escalão do governo e as comunidades locais”, destacou Zarif, observando que ele participou pessoalmente da maioria das reuniões para explicar os objetivos da transição de segurança, para lembrar às comunidades de seu papel na manutenção da paz e segurança, bem como para assegurar o apoio contínuo da ONU à população.
“Enquanto continuamos a transmitir essas mensagens, há um crescente sentimento de desconforto e apreensão entre a população além da fronteira sobre a retirada da UNMIL”, frisou.
Uma recente carta conjunta do presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, e da presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, instaram o secretário-geral da ONU a solicitar que o Conselho de Segurança da ONU mantenha uma “força de reação rápida” em ambos os países, até que sejam realizadas as eleições na Libéria, em 2017.