Gaza: Agência da ONU condena nova ocultação de foguetes em escola e exige respeito às instalações

No decorrer de uma inspeção de rotina, a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina descobriu novamente foguetes escondidos em uma escola em Gaza.

Menino palestino brinca em uma das escolas da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina. Foto: UNRWA

Menino palestino brinca em uma das escolas da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina. Foto: UNRWA

No decorrer de uma inspeção de rotina em suas instalações, a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) descobriu novamente nesta terça-feira (22) foguetes escondidos em uma de suas escolas na Faixa de Gaza. Assim que os foguetes foram descobertos, os funcionários da UNRWA evacuaram o local e por isso são incapazes de confirmar o número exato de projéteis. A escola está situada entre duas outras escolas da UNRWA que atualmente abrigam cerca de 1.500 pessoas deslocadas cada uma.

Em nota, a UNRWA condenou “veementemente” o grupo ou grupos responsáveis por colocar as armas em uma de suas instalações. “Esta é uma flagrante violação da inviolabilidade das suas instalações no âmbito do direito internacional”, disse a agência em nota.

Imediatamente após a descoberta, a Agência informou às partes relevantes e está tomando todas as medidas necessárias para a remoção dos foguetes e as providências para preservar a segurança da escola, disse a UNRWA, que também lançou uma investigação sobre as circunstâncias do novo incidente.

A UNRWA informou ter “procedimentos fortes e estabelecidos” para manter a neutralidade de todas as suas instalações – incluindo uma “rigorosa política antiarmas e inspeções de rotina de suas instalações para garantir que estas estejam sendo utilizadas apenas para fins humanitários”. Após o novo incidente, a agência da ONU informou que reforçará ainda mais os seus procedimentos.

A população civil palestina em Gaza depende da UNRWA para obter assistência humanitária e abrigo, especialmente durante as escaladas de violência. “Portanto, a integridade das instalações da ONU deve ser mantida respeitada”, conclui a nota da agência que, atualmente, abriga mais de 100 mil pessoas em suas escolas.