Governo afegão tem de assumir mais do que segurança nacional, aponta ONU

Trabalhar uma transição de responsabilidades ampla, envolvendo questões sociais, econômicas e de direitos humanos é a melhor forma de colaborar com um processo “solidamente irreversível”, afirma Chefe da UNAMA.

A partir do meio de julho a Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA) iniciará a transição de responsabilidades para o governo local. Segundo o Representante Especial do Secretário-Geral e Chefe da Missão, Staffan de Mistura, o processo não deve abranger apenas segurança, mas questões sociais, econômicas e de direitos humanos. Desta forma, a ONU ajudará a garantir uma transição “solidamente irreversível”.

O país vive uma intensificada ação militar e a retomada de ferozes ataques contra o governo que afetam a população civil. Contra este pano de fundo, a UNAMA tem alinhado suas prioridades estratégicas com as necessidades e aspirações do povo afegão e apoiado as iniciativas do governo.

O Conselho de Segurança estendeu, em março, o mandato da missão por um ano para prosseguir com esta assistência ao governo e garantir segurança e desenvolvimento ao país, assim como atividades em andamento de direitos humanos, promoção da boa governança, distribuição de ajuda humanitária e de combate à corrupção.