Atividade irá capacitar 42 adolescentes Ticuna e Kokama para que possam ajudar suas comunidades a enfrentar desafios em temas ligados à segurança alimentar e nutricional.

Jovens indígenas da região do Alto Rio Solimões (Amazonas) serão capacitados para que possam ajudar suas comunidades e municípios a buscar soluções para desafios ligados à segurança alimentar e nutricional no contexto indígena; ao direito humano a alimentação adequada; e à Convenção nº 169 sobre Povos Indígenas e Tribais da OIT.
O projeto é uma iniciativa do Programa Conjunto de Segurança Alimentar e Nutricional de Mulheres e Crianças Indígenas (PCSAN), uma parceria que envolve cinco agências da ONU no Brasil – Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Organização Internacional do Trabalho (OIT), Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF) – e o Governo brasileiro.
Através desse projeto, 42 estudantes das etnias Ticuna e Kokama, provenientes das comunidades de Umariaçu (Tabatinga), Filadélfia (Benjamin Constant) e Colônia São Sebastião (São Paulo de Olivença), estão participando de oficinas de comunicação, que começaram no final de agosto e se estenderão até meados de novembro.
Nas oficinas, os adolescentes produzirão peças de comunicação utilizando ferramentas como jornal mural, fotografia, rádio, vídeo e blog. Espera-se que, a partir das atividades, os estudantes sintam-se motivados a contribuir com a promoção, disseminação e mobilizações que fortaleçam a Segurança Alimentar e Nutricional nas comunidades indígenas e passem a atuar como multiplicadores.
“O Programa Conjunto, por meio das oficinas de comunicação, pretende fortalecer a participação dos jovens indígenas como agentes capazes de ajudar a promover mudanças em suas comunidades”, destaca Cristina Albuquerque, responsável pelo PCSAN no UNICEF.