Governo brasileiro e UNESCO formulam mecanismos que permitam reconhecer todas as formas de educação

A ideia é criar mecanismos que permitam o reconhecimento de saberes originários de todas as formas de educação: formal, não formal e informal, para consolidação da cidadania.

O "saber fazer" de um marceneiro - que tenha aprendido o ofício informalmente - poderia ser reconhecido no novo projeto. Foto: Agência de Notícias do Acre/Raimari Cardoso

O “saber fazer” de um marceneiro – que tenha aprendido o ofício informalmente – poderia ser reconhecido no novo projeto. Foto: Agência de Notícias do Acre/Raimari Cardoso

O Ministério da Educação (MEC), em parceria com a Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil, deu início ao debate nesta terça-feira (28) para formular uma política pública brasileira de educação ao longo da vida.

A ideia é criar mecanismos que permitam o reconhecimento de saberes originários de todas as formas de educação: formal, não formal e informal, para consolidação da cidadania.

É o caso, por exemplo, de um marceneiro que tenha aprendido o ofício com a família ou na oficina onde trabalha. Mesmo sem ter feito um curso formal, esse profissional tem conhecimentos específicos sobre a atividade e poderia ter o seu  “saber fazer” oficialmente reconhecido.

“Inclusão é a palavra chave”, resume o oficial de projetos de Educação da UNESCO no Brasil, Carlos Humberto Spezia. Com o reconhecimento de saberes, afirma Spezia, todos poderiam ingressar na escola e qualificar-se ainda mais. Ele lembra que esse debate já avançou bastante em países como Portugal, onde existe uma agência responsável pelo reconhecimento de competências adquiridas informalmente ao longo da vida.

O primeiro encontro reuniu cerca de 20 especialistas, nos dias 20 e 21 de julho de 2015, na sede do MEC, em Brasília. A Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do ministério está à frente do trabalho. Uma nova reunião será realizada em agosto, em Porto Seguro, na Bahia.