Governos da América Latina e Caribe usam agricultura familiar para alcançar fome zero

Setor inclui mais de 16 milhões de explorações agrícolas e 60 milhões de pessoas na região, apontou nova publicação da FAO.

Foto: Agência Brasil

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Os governos da América Latina e do Caribe estabeleceram a agricultura familiar como uma das três prioridades regionais do plano de trabalho da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), durante a conferência regional da agência da ONU, realizada na semana passada em Santiago, capital do Chile.

“Falar de erradicação da fome e do desenvolvimento sustentável na América Latina e Caribe é falar da agricultura familiar”, defendeu o diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva.

Segundo uma nova publicação da FAO – “Agricultura Familiar na América Latina e Caribe: Recomendações de Política” –, o setor inclui mais de 16 milhões de explorações agrícolas e 60 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe – o que, somado a um importante polo de empregos rurais e à produção de alimentos, se converteu em um verdadeiro pilar da segurança alimentar.

A embaixadora do Ano Internacional da Agricultura Familiar, Mirna Cunningham, apontou também a importância do setor para os povos originários da região. “É muito relevante para os 40 milhões de indígenas da região, que pertencem a aproximadamente 600 povos, que contribuem para abastecer os alimentos que produzem”, afirmou.

Por outro lado, o diretor da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) do Brasil, João Intini, ressaltou programas como o de Aquisição de Alimentos (PAA) e de Agroindustrialização. “Queremos comprar ainda mais produtos da agricultura familiar e com mais qualidade”, disse.

“A agricultura familiar é um setor-chave para alcançar a erradicação da fome e a mudança para sistemas agrícolas sustentáveis na América Latina, no Caribe e no mundo”, disse Raúl Benítez, representante regional da FAO.