Governos têm participação em ataques contra defensores dos direitos humanos, afirma Relatora da ONU

Relatora sobre Situação dos Defensores dos Direitos Humanos também afirmou que Primavera Árabe ajudou a chamar atenção sobre os riscos enfrentados por ativistas.

A Relatora Especial sobre a Situação dos Defensores dos Direitos Humanos, Margaret Sekaggya, expressou nesta segunda-feira (05/03) sua preocupação com a participação de oficiais de governo em ataques contra defensores dos direitos humanos. Ela também afirmou que a Primavera Árabe ajudou a chamar atenção da comunidade sobre os riscos enfrentados por ativistas.

“A maioria dos riscos afeta diretamente a integridade física do ativista e de membros da sua família, mas também envolve o uso abusivo de estruturas legais contra eles e a criminalização de seu trabalho”, afirmou de Sekaggya durante a apresentação do seu novo relatório sobre a situação dos defensores de direitos humanos.

A Relatora Especial fez um destaque especial aos riscos que os jornalistas enfrentam. “O trabalho deles (jornalistas) é de extrema importância para responsabilizar governos. No entanto, esses mesmo governantes os atacam. Isso inclui ameaças, perseguições, prisões, detenções e, no pior dos casos, mortes”, defendeu a Relatora, que também citou ambientalistas e defensores do trabalho rural entre os ameaçados.

Ela lembrou como a Primavera Árabe trouxe à tona a participação de jovens e estudantes na defesa do direitos humanos. “A história nos mostra como jovens e estudantes têm um papel fundamental em promover direitos humanos e colocar novas ideias na agenda dos direitos humanos. No entanto, membros de movimentos de estudantes e jovens são na maioria dos casos vistos como causadores de problemas ao invés de atores sérios que podem contribuir para o debate público.”

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