Grandes eventos esportivos têm sido associados a violações aos direitos humanos, diz alto comissário da ONU

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, disse que grandes eventos esportivos têm frequentemente sido associados a sérias violações às normas internacionais de trabalho e direitos humanos, e que está na hora de reverter esse quadro.

As declarações foram feitas durante painel do Conselho de Direitos Humanos em Genebra sobre o uso dos esportes e dos ideais olímpicos na promoção dos direitos humanos globalmente.

OMS faz recomendações a turistas que viajarem ao Rio para as Olimpíadas. Foto: EBC

Sem citar as Olimpíadas do Rio, o alto comissário da ONU para Direitos Humanos disse que os grandes eventos esportivos têm sido associados a violações aos direitos humanos. Foto: EBC

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, disse na terça-feira (29) em Genebra que grandes eventos esportivos têm sido frequentemente associados a sérias violações às normas internacionais de trabalho e direitos humanos, e que está na hora de reverter esse quadro.

As declarações foram feitas durante painel do Conselho de Direitos Humanos sobre o uso dos esportes e dos ideais olímpicos na promoção dos direitos humanos globalmente.

“Os Estados têm o dever de proteger os direitos humanos, assim como associações esportivas e outros atores. Eles precisam garantir que os direitos humanos não sejam prejudicados por suas atividades”, disse Zeid.

O alto comissário da ONU pediu às autoridades de todos os níveis globalmente que façam mais para integrar a defesa dos direitos humanos aos eventos esportivos, de forma que crianças e adultos aprendam a valorizar e respeitar a diversidade.

“Grandes eventos esportivos têm sido frequentemente associados a sérias violações às normas internacionais de direitos humanos e trabalho. Essa situação precisa ser revertida”, declarou, sem citar nenhum evento especificamente.

Ele lembrou que, este ano, 10 atletas refugiados competirão durante os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. “Espero que a participação deles possa inspirar uma nova compreensão dos direitos de milhões de pessoas que enfrentam crises ao redor do mundo”, declarou.

“A discriminação e a intolerância ainda são muito comuns nos esportes, e meninas e mulheres são frequentemente impedidas de participar”, afirmou.

De acordo com Zeid, o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) tem se engajado com as autoridades russas para garantir que políticas apropriadas sejam parte integral dos preparativos para a Copa do Mundo de 2018.