Gripe aviária pode reaparecer na próxima temporada de gripes, alerta FAO

Segundo agência da ONU, todos os países devem aumentar o monitoramento da produção, o planejamento de contingência e desenvolver sistemas de compensação.

Vírus da gripe aviária continua circulando em animais. Foto: FAO/Tariq Tinazay

Vírus da gripe aviária continua circulando em animais. Foto: FAO/Tariq Tinazay

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) emitiu um novo alerta afirmando que o vírus da gripe aviária continua representando uma séria ameaça para a saúde humana e animal. A agência acrescentou que o vírus deve apresentar um risco ainda maior na próxima temporada de gripe.

Em uma reunião conjunta com membros da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), Organização Mundial de Saúde (OMS) e Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o diretor de veterinária da FAO, Juan Lubroth, disse que além dos países afetados diretamente pela gripe aviária, os territórios vizinhos que possuem vínculos comerciais também devem se precaver.

Segundo Lubroth, apesar de o mundo estar mais preparado do que nunca para responder aos vírus da gripe aviária H7N9 e H5N1, ainda é importante manter-se vigilante. “Isto é especialmente verdadeiro para o H7N9, uma vez que ele não causa sinais clínicos em aves e é muito difícil de ser detectado”, disse.

Para resolver o problema, a FAO disponibilizou 2 milhões de dólares dos fundos de emergência com mais 5 milhões de dólares da USAID para começar a produzir respostas efetivas contra o H7N9. O apoio da USAID permitiu à FAO melhorar a capacidade de vigilância de países em risco. No curto prazo, isso inclui o monitoramento contínuo de todo o sistema de produção e marketing, planejamento de contingência e desenvolvimento do sistema de compensação.

No longo prazo, a FAO e a USAID estão pedindo que os países invistam na melhoria do modo como se comercializa as aves.

“A reestruturação pode criar mercados mais saudáveis, mais seguros através do desenvolvimento de instalações que utilizam a segurança alimentar adequada e medidas de higiene”, disse Lubroth. “Dado que os animais e, portanto, o vírus, estão inevitavelmente no mercado, manter estes mercados limpos e seguros reduz as chances de propagação dos vírus e outros patógenos”, acrescentou.