ONU pede que autoridades chinesas informem o destino de cerca de 300 monges tibetanos presos em abril e combatam a “contínua prática de desaparecimentos forçados” no país.
O Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Desaparecimentos Forçados ou Involuntários pediu hoje (08/06) que autoridades chinesas informem o destino de cerca de 300 monges tibetanos, presos em abril, e investiguem “a contínua prática de desaparecimentos forçados” no país.
“Pedimos que detalhes sobre o paradeiro dos desaparecidos sejam fornecidos e encorajamos as autoridades a investigarem profundamente a prática contínua de desaparecimentos forçados. As autoridades devem também assegurar que os responsáveis sejam julgados e punidos com penas adequadas à gravidade do crime”, anunciou o Grupo de Trabalho da ONU, em Genebra (Suíça).
A declaração faz referência, entre outros, a integrantes do monastério de Ngaba Kirti, no condado de Ngaba, província de Sichuan que, segundo relatos, foram presos e levados para destinos desconhecidos em dez caminhões militares. As prisões teriam sido realizadas por agentes da Polícia Armada do Povo, da Secretaria de Segurança Pública e do Exército de Libertação Popular.
“Desaparecimento forçado é uma prática terrível, que não deve ser permitida em nenhum lugar, e nenhuma circunstância excepcional deve ser invocada para justificá-la”, afirmou o Grupo. Os integrantes pediram, também, que a China cumpra a promessa de ratificar o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos (PIDCP), assine a Convenção Internacional para a Proteção de Todas as Pessoas contra o Desaparecimento Forçado e aceite que o Comitê sobre Desaparecimentos Forçados examine comunicações que envolvam tais indivíduos.