Grupo de especialistas convocado pela OMS aprova tratamentos experimentais para o ebola

“As próximas semanas serão crucias. O povo da Guiné, Libéria e Serra Leoa, em particular, estão esperando nosso apoio”, disse o secretário-geral da ONU.

Agente de saúde verifica uma amostra de sangue para o vírus Ebola em um hospital em Serra Leoa. Foto: IRIN/Tommy Trenchard

Agente de saúde verifica uma amostra de sangue para o vírus Ebola em um hospital em Serra Leoa. Foto: IRIN/Tommy Trenchard

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, prometeu, na última sexta-feira (05), mobilizar as Nações Unidas de todas as maneiras possíveis para responder ao surto de ebola na África Ocidental. Ao mesmo tempo, pediu que seja feito um “resgate internacional” para conseguir um aumento massivo na assistência aos portadores do vírus. O mundo “não pode mais se dar ao luxo de defraudar a saúde pública global”, afirmou.

“As próximas semanas serão crucias. O povo da Guiné, Libéria e Serra Leoa, em particular, estão esperando nosso apoio. Eles estão contando com o aumento massivo de assistência: mais médicos, enfermeiras e leitos; mais equipamentos, caminhões e outros veículos”, disse Ban.

Enquanto isso, em Genebra, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que os especialistas que participaram de um debate sobre terapias e vacinas experimentais identificaram algumas intervenções que deveriam receber enfoque prioritário na avaliação clínica, incluindo duas “promissoras” vacinas contra o ebola.

A diretora-geral assistente da OMS, Marie-Paule Kieny, disse que não há nenhuma certeza ainda se as terapias são 100% seguras ou se serão eficazes. No entanto, disse que uma análise mais precisa sairá em novembro e, caso sejam aprovadas, poderão ser usadas pelos países em seguida. Ela também observou que tratamentos usando o sangue dos sobreviventes de ebola também poderão ajudar aqueles que estão infectados e lutam para vencer o vírus.

“Nós concordamos que todas as terapias com sangue e soros de convalescentes podem ser usadas para tratar o vírus do ebola e podem ser usadas em países afetados agora”, disse Kieny. No entanto, junto com outros participantes, alertou que as pesquisas relacionadas a estas descobertas não deveriam desviar a atenção para outras ações crucias para pôr fim ao surto, como a implementação efetiva de cuidados clínicos, prevenção e controle rigoroso da infecção, rastreamento cuidadoso e seguimento dos pacientes e pessoas relacionadas; comunicação efetiva sobre o risco de contágio e mobilização social.