Grupos armados devem respeitar instalações médicas na República Centro-Africana, alerta ONU

Mais de 159 feridos foram recebidos em instalações médicas com a nova onda de violência há uma semana na capital. Possíveis perdas humanas em novos ataques preocupam funcionários da ONU.

Refugiados da República Centro-Africana (RCA) em Camarões. Foto: ACNUR/M. Poletto

Refugiados da República Centro-Africana (RCA) em Camarões. Foto: ACNUR/M. Poletto

Os grupos armados devem respeitar as instalações médicas e permitir que pacientes e profissionais da saúde tenham acesso livre e seguro aos hospitais na República Centro-Africana (RCA), declararam dois funcionários das Nações Unidas em meio ao conflitos que continuam a atingir o país.

Mais de 159 feridos foram recebidos em instalações médicas desde que uma onda de violência foi deflagrada na capital, Bangui, há uma semana. Além disso, já passa de 3 mil o número de deslocados internos desde a última terça-feira (14), dentre os quais incluem-se muitas crianças.

A coordenadora humanitária no país, Claire Bourgeois, disse estar extremamente preocupada com a possibilidade de perdas humanas após a nova onda de ataques na capital. O elevado número de feridos, o incendiamento de casas e o fato de as vítimas estarem sendo compelidas a buscar refúgio em outros locais é “deplorável”, acrescentou.

Em geral, os últimos episódios de violência deixaram cerca de 6,5 mil pessoas deslocadas; porém, o número real pode ser ainda muito maior, de acordo com relatório da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) desta segunda-feira (13). Além disso, cerca de 420 mil pessoas da RCA já fugiram para países vizinhos.