Resultado das eleições realizadas em setembro já seguiu para à Corte Suprema do país e espera por confirmação. País sofre com disputas políticas desde 2008, quando ocorreu um golpe de estado.

Mulher vota em Conacri, capital da Guiné, em junho de 2010. Foto: IRIN/Nancy Palus
O Conselho de Segurança das Nações Unidas pediu calma e moderação aos guineenses enquanto a Corte Suprema certifica os resultados das eleições legislativas realizadas no mês passado.
A Comissão Eleitoral Independente da Guiné publicou os resultados provisórios em 18 de outubro e os repassou para a Corte em 20 de outubro, onde o processo de ratificação está em curso.
As eleições aconteceram em 28 de setembro, após negociações em Conacri, a capital do país, entre o governo e a oposição.
Um acordo para realizar eleições em setembro foi assinado no dia 3 de julho, no final do diálogo político entre guineenses mediado pela ONU e que teve início em março.
O Conselho de Segurança “aguarda com expectativa a criação da nova, democrática e representativa Assembleia Nacional”, afirmou o órgão da ONU. Os membros do Conselho incentivaram entidades da ONU e atores internacionais, incluindo a Comissão de Consolidação da Paz, a continuar apoiando a Guiné nesta área.
Eles também expressaram “forte apoio” aos esforços de facilitação liderados pelo representante especial do secretário-geral para a África Ocidental, Said Djinnit.
Guiné tem sido afetada pela agitação política desde que o capitão Moussa Dadis Camara tomou o poder em um golpe em 2008, após a morte do presidente Lansana Conté, que estava no poder desde 1984.
Em novembro de 2010, a eleição de Alpha Condé como presidente foi a fase final dos esforços de um governo interino para preparar o terreno para a democracia no país.