Guterres pede que Paquistão e Índia evitem tensões após atentado na Caxemira

Após um ataque terrorista que matou pelo menos 40 militares indianos na Caxemira na semana passada (14), o chefe da ONU António Guterres pediu nesta quarta-feira (20) que os governos da Índia e Paquistão apaziguem as tensões na região e evitem uma piora da situação. De acordo com a imprensa, o atentado foi seguido por sérios desgastes entre as autoridades dos dois países.

Acampamento na Caxemira para vítimas do terremoto de outubro de 2005. Foto: ONU/Mark Garten

Acampamento na Caxemira para vítimas do terremoto de outubro de 2005. Foto: ONU/Mark Garten

Após um ataque terrorista que matou pelo menos 40 militares indianos na Caxemira na semana passada (14), o chefe da ONU António Guterres pediu nesta quarta-feira (20) que os governos da Índia e Paquistão apaziguem as tensões na região e evitem uma piora da situação. De acordo com a imprensa, o atentado foi seguido por sérios desgastes entre as autoridades dos dois países.

O crime foi duramente condenado por Guterres, que ressaltou ser essencial a rápida responsabilização dos autores desse tipo de ataque, conforme prevê o direito internacional. O atentado a bomba teve por alvo um comboio de oficiais no distrito de Pulwama, em região da Caxemira administrada pelas autoridades indianas. O responsável pelo ataque morreu durante as explosões.

“O secretário-geral tem acompanhado com muita preocupação a situação no Sul da Ásia”, afirmou em comunicado o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric.

O dirigente máximo da ONU também fez um apelo urgente para que os governos tanto da Índia quanto do Paquistão exerçam comedimento, a fim de garantir que a situação não se deteriore ainda mais.

“O secretário-geral crê que todos os difíceis desafios (na região) podem ser resolvidos pacificamente e satisfatoriamente por meio de um engajamento mútuo e significativo”, acrescentou o porta-voz.

A ONU mantém uma presença institucional na Caxemira, área disputada pela Índia e pelo Paquistão. Um grupo de observadores militares das Nações Unidas, autorizados pelo Conselho de Segurança, monitora e relata violações do cessar-fogo ao longo de um perímetro de controle.