Para José Graziano, investir em segurança alimentar na região, que abrange países como Chade, Mali, Mauritânia, Níger, partes do Sudão, Camarões e Nigéria, é fundamental para um futuro mais pacífico e estável.
A insegurança alimentar na região do Sahel da África está intimamente ligada à paz e à estabilidade, disse na sexta-feira (7) o Diretor-Geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano da Silva, acrescentando que os esforços humanitários de curto prazo na região precisam ser substituídos com desenvolvimento no longo prazo. “Há uma clara ligação entre a fome e os conflitos“, afirmou Graziano da Silva em um comunicado à imprensa. “Investir na segurança alimentar no Sahel é também um investimento em um futuro pacífico e mais estável”.
Falando durante uma reunião na sede da FAO, em Roma – com a participação do Enviado Especial do Secretário-Geral da ONU sobre o Sahel, Romano Prodi, e outros altos funcionários da ONU e mediadores que lidam diretamente com a crise do Sahel – Graziano da Silva observou que é preciso tornar os meios de subsistência mais resilientes. “Nós precisamos garantir que as nossas intervenções em diferentes áreas sejam tão integradas quanto possível”, disse.
Prodi enfatizou a necessidade de desenvolvimento consistente em toda a região africana, a fim de afastar a ameaça iminente de insegurança. “Os enviados especiais e mediadores expressam uma convergência de pontos de vista e sublinham a necessidade de trabalhar em conjunto para apoiar os países da região do Sahel e o Mali em seus esforços para estabilizar a região”, disse o Enviado Especial em um comunicado.
A parte ocidental da região do Sahel, que se estende do Oceano Atlântico ao Mar Vermelho, e inclui o Chade, Mali, Mauritânia, Níger, e partes do Sudão, Camarões e Nigéria, enfrenta atualmente um rastro de problemas, que não são apenas políticos, mas também envolvem segurança, resistência humanitária e direitos humanos.