Mary Robinson realizou uma visita na região dos Grandes Lagos da África e buscou opiniões de líderes sobre acordo de paz para o país.

Enviada especial da ONU para a região dos Grandes Lagos da África, Mary Robinson, fala para o Conselho de Segurança. Foto: ONU/Devra Berkowitz
Há sinais encorajadores de que o novo impulso para a paz na República Democrática do Congo (RDC) possa ter sucesso, disse nesta segunda-feira (6) a enviada especial da ONU para a região dos Grandes Lagos da África, Mary Robinson. Foi a primeira reunião de Robinson no Conselho de Segurança da ONU desde que foi anunciada para o cargo, em março deste ano.
“Há uma nova chance de fazer mais do que apenas atender às consequências do conflito, ou para gerenciar crises do tipo ocorridas novamente, mais recentemente em novembro passado. Há uma chance de resolver suas causas subjacentes e pará-las para o bem”, acrescentou, advertindo que, enquanto não há garantias de sucesso,”podemos ter certeza de que se ele falhar, as consequências serão graves”.
Robinson acabou de realizar uma visita de uma semana para os Grandes Lagos — respectivamente para RDC, Ruanda, Uganda, Burundi, África do Sul e Etiópia, para buscar as opiniões dos líderes políticos e não governamentais na implementação do acordo da ONU chamado “Quadro de Paz, Segurança e Cooperação para a RDC e região dos Grandes Lagos da África”.
O acordo, aprovado em fevereiro com o apoio de 11 países e quatro organizações internacionais, tem como objetivo acabar com os ciclos de conflito e crise no leste da RDC e de construir a paz nessa conturbada região. Robinson acrescentou que também foi encorajador ver que os líderes dos Grandes Lagos, particularmente o presidente da RDC Joseph Kabila e o presidente de Ruanda Paul Kagame, continuem a manter contato uns com os outros.
Em março, o Conselho de Segurança autorizou o envio de uma brigada de intervenção dentro da Missão da ONU de Estabilização na RDC (MONUSCO) para realizar operações ofensivas, com ou sem o exército nacional da RDC, contra os grupos armados que ameaçam a paz no leste do país.