Haiti: 1,5 milhão de pessoas estão passando fome, alerta agência da ONU

Outras 6,7 milhões enfrentam desafios para conseguir se alimentar. Programa Mundial de Alimentos da ONU precisa de 17,2 milhões de dólares para continuar assistência no país.

Haitianos afetados pelo terremoto de 2010 esperam assistência alimentar. Foto: PMA/Elio Rujano

Haitianos afetados pelo terremoto de 2010 esperam assistência alimentar. Foto: PMA/Elio Rujano

Um milhão e meio de haitianos precisam de assistência alimentar, divulgou nesta terça-feira (11) a porta-voz do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Elisabeth Byrs.

De acordo com a agência, a situação do Haiti é preocupante devido às condições meteorológicas extremas e às colheitas não tão produtivas.

Além dos 1,5 milhão de haitianos em situação de insegurança alimentar, mais 6,7 milhões estão tendo que se esforçar para atender às suas próprias necessidades alimentares.

A agência de ajuda alimentar da ONU se antecipou à temporada de furacões, que vai de junho a novembro, e já mandou alimentos prontos para cobrir as necessidades de 300 mil pessoas durante dois dias e rações com alimentos básicos para um período de quatro semanas.

O PMA também estabeleceu acordos com 15 parceiros e começou a distribuição emergencial para 200 mil pessoas através de escolas nas comunidades mais afetadas.

Em uma coletiva de imprensa em Genebra, Elisabeth Byrs disse que a agência pretende ajudar 1,1 milhão de pessoas em 2013, mais da metade delas crianças, através da merenda escolar e alimentos especializados para tratar a desnutrição.

Enquanto isso, a Coordenação Nacional para a Segurança Alimentar identificou 44 comunidades no Haiti onde mais de 50% da população rural enfrenta insegurança alimentar grave.

O PMA também informou que está fornecendo ajuda para 34 mil haitianos em situação vulnerável em áreas rurais.

No entanto, Byrs observou que a agência precisa urgentemente de 17,2 milhões de dólares de financiamento para atender a essas necessidades e acrescentou que o PMA está atualmente enfrentando um déficit de 1,5 milhões de dólares para cobrir as emergências.