Jocelerme Privert ficará 120 dias no cargo. “A eleição é um passo fundamental para a implementação do acordo político de continuidade institucional, assinado em 5 de fevereiro entre os poderes Executivo e Legislativo”, destacou a representante especial da ONU no Haiti, Sandra Honoré, em um declaração conjunta com outros membros da comunidade internacional – Brasil, Canadá, Espanha, França, Estados Unidos, União Europeia e OEA.

Haitianos elegeram parlamentares e votaram no primeiro turno para a Presidência. Na imagem, uma seção eleitoral em Porto Príncipe, capital haitiana, no dia 25 de outubro de 2015. Foto: Logan Abassi/ONU/MINUSTAH
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, juntamente com o Sistema ONU e seus parceiros no Haiti, elogiou a eleição deste domingo (14), pela Assembleia Nacional Haitiana, de Jocelerme Privert como presidente interino, uma semana após a saída do ex-presidente Michel Martelly.
“Esta eleição decorre do acordo assinado em 6 de fevereiro entre as partes interessadas no Haiti para preservar a continuidade institucional e promover o processo eleitoral”, disse Ban Ki-moon em um comunicado emitido por seu porta-voz.
Parabenizando este “primeiro passo crucial”, o secretário-geral encorajou todas as partes a trabalhar em conjunto para a implementação do acordo, garantindo desta forma o retorno à normalidade constitucional.
“O secretário-geral expressa sua confiança de que a estabilização do Haiti e o processo democrático continuarão de forma pacífica e colaborativa”, disse o comunicado.
De acordo com relatos da mídia, Privert exercerá a função por 120 dias. Seu antecessor, Martelly, deixou o cargo no dia 7 de fevereiro, sem que um sucessor tenha sido nomeado. O segundo turno das eleições, agendadas para o último 24 de janeiro, foi adiado, na sequência de protestos e na recusa da oposição de participar do processo.
“[A] eleição é um passo fundamental para a implementação do Acordo Político de continuidade institucional, assinado em 5 de fevereiro entre os poderes Executivo e Legislativo”, disse a representante especial da ONU no Haiti, Sandra Honoré, em um declaração conjunta com outros membros da comunidade internacional – Brasil, Canadá, Espanha, França, Estados Unidos, União Europeia e Organização dos Estados Americanos, também conhecido como ‘Core Group’.
O Grupo reiterou o seu pedido a todos os interessados para colaborar na promoção deste acordo político, “garantindo o retorno à normalidade constitucional, estabilizando instituições da República, a nomeação de um primeiro-ministro de consenso e a continuação do processo eleitoral em tempo hábil”.
A ONU e os seus parceiros no Haiti também pediram que todas as partes defendam os melhores interesses do país, num espírito de diálogo e de compromisso, e em um clima tranquilo, sem violência.