Haiti: Enviado especial da ONU cobra de líderes locais resolução de impasse sobre as eleições

As eleições para o Senado deveriam ter ocorrido até janeiro de 2012. No entanto, mais de um ano depois, ainda não há previsão para que elas aconteçam.

Representante Especial Adjunto para o Haiti, Nigel Fisher. Foto: Jesus Serrano Redondo / MINUSTAH

O enviado das Nações Unidas no Haiti, Nigel Fisher, expressou na última sexta-feira (15) preocupação com o impasse em curso no país sobre as eleições há muito adiadas e delineou várias prioridades para fazer avançar o processo.

As eleições para o Senado deveriam ter acontecido até janeiro de 2012, mas cerca de 13 meses depois, “a elite política ainda está tentando chegar a um consenso sobre a base para organizar estas eleições”, afirmou Fisher, ao argumentar que este impasse político é um sinal claro de que o Haiti ainda não está “aberto para negócios”.

Após voltar de uma reunião em Nova York — onde se discutiu com membros de um grupo conhecido como “Amigos do Haiti” o impasse no país –, Fisher declarou que pretende se reunir com líderes nacionais para chegar a alguns parâmetros tangíveis para um processo eleitoral “confiável, justo e inclusivo”. Isto inclui uma data para as eleições até o final de 2013 e um Colégio de Transição para um Conselho Eleitoral Permanente.

Também foram discutidos a crise econômica do país, que teve crescimento bem abaixo do previsto, e os novos passos para os próximos anos da Missão de Estabilização da ONU no Haiti (MINUSTAH), também chefiada por Fisher. Ele lembrou que o objetivo final da missão é devolver a segurança, a estabilidade e a soberania aos haitianos.

“Precisamos nos fazer constantemente esta pergunta — como é que os nossos esforços vão melhorar as suas vidas de uma forma palpável?”, observou o Enviado Especial. “Eu entendo e apoio plenamente o desejo dos haitianos de serem encarregado de assuntos do seu próprio país. E o papel da ONU e dos outros parceiros é acompanhá-los neste caminho. Afinal, o que é a soberania se não incluir todos os haitianos?”, acrescentou.

(Vídeo disponível aqui)