Haiti precisa de investimentos em infraestrutura para combater cólera

Em evento da OMS e da OPAS, especialistas afirmam: gastos precisam ser maiores, casos podem aumentar com período de chuva e faltam projetos de educação sobre cólera.

O Haiti precisa fazer melhoras em infraestrutura e na sua capacidade institucional para combater o cólera. A conclusão foi feita por especialistas em evento organizado pelo Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) realizado na segunda-feira (11/01).

O Diretor do Centro de Controle de Desastres dos Estados Unidos, Kevin De Cock, afirmou que o Haiti precisa disponibilizar fontes de água seguras para 250 mil famílias e outras 938 mil necessitam de melhores condições de saneamento para atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

Os casos de cólera no Haiti diminuíram, mas ainda surgem entre 100 e 200 casos de cólera diariamente no país.  No entanto, o número pode aumentar com o início da estação chuvosa.

A Diretora da OPAS, Mirta Roses, alertou que os altos gastos para promover saneamento básico não podem ser argumento para impedir melhoras na qualidade dos serviços. Ela defende que os custos sociais de não prover esses serviços são muito maiores.

Roses completou que água limpa e serviços sanitários são pré-requisitos para o desenvolvimento sustentável e econômico. “Enquanto lutamos contra as mudanças climáticas e escassez de água, é ainda mais importante ser responsável, mas também equitativo na distribuição desse precioso recurso.”

Além da necessidade de infraestrutura, o Chefe de Água e Saneamento do Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), Sanjay Wijesekera, ressaltou a necessidade de se estabelecer estratégias educativas sobre as formas de transmissão da doença, além de encorajar as comunidades locais a mudar seu comportamento para prevenir a doença.