Após sucessivos atrasos, a eleição presidencial foi vencida por Jovenel Moïse. Representante do chefe da ONU e Conselho de Segurança pediram que decisão seja cumprida por todas as partes pacificamente.

Cédulas de votação sendo contadas após o fechamento das eleições nacionais do Haiti no primeiro turno para a Presidência, e segundo e terceiro turnos para o Senado, na capital Porto Príncipe, em novembro de 2016. Foto: ONU/MINUSTAH/Logan Abassi
A principal autoridade das Nações Unidas no Haiti e o Conselho de Segurança da ONU elogiaram nessa quarta-feira (4) o anúncio sobre o próximo presidente do Haiti, cuja eleição encerra um processo que levou mais de um ano.
Sandra Honoré, representante especial do secretário-geral da ONU no Haiti, e outros integrantes do chamado “Core Group” – que reúne lideranças da comunidade internacional no país – parabenizaram o anúncio pelo Conselho Provisório Eleitoral (CEP). A eleição presidencial, realizada no último dia 20 de novembro, foi vencida por Jovenel Moïse.
O grupo afirmou que “encoraja todos os atores a respeitar os resultados finais e a trabalhar construtivamente para a conclusão pacífica do ciclo eleitoral”, de acordo com um comunicado que também enfatizou a importância de manter as disposições do processo, incluindo o calendário.
Além das Nações Unidas, o chamado ‘Grupo Central’ inclui os embaixadores do Brasil, Canadá, França, Espanha, Estados Unidos, União Europeia e Organização dos Estados Americanos (OEA).
Em Nova York, o Conselho de Segurança elogiou o Conselho Eleitoral Provisório do Haiti e a Polícia Nacional Haitiana, bem como o povo do Haiti, pelo que classificou como “passo positivo” para a restauração completa das instituições democráticas do país.
Numa declaração à imprensa, o Conselho de 15 membros instou todos os atores políticos a aceitar os resultados eleitorais finais, abster-se da violência e trabalhar em conjunto.
Desde fevereiro de 2016, o Haiti foi liderado por um presidente interino, quando a Assembleia Nacional do Haiti elegeu Jocelerme Privert uma semana depois que o ex-presidente Michel Martelly deixou o cargo sem um sucessor. A eleição foi marcada originalmente para 24 de abril e foi adiada por diversas vezes, na última vez após a passagem dol Furacão Matthew.
Em nota, o governo brasileiro reconheceu a importância do processo eleitoral para a consolidação institucional do país e reiterou sua “disposição de seguir cooperando para o desenvolvimento do Haiti”.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil também saudou o trabalho da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH) e a contribuição da comunidade internacional para a reconstrução do país.