Hoje, a República Democrática do Congo é uma ‘nação orgulhosa’, diz chefe da missão da ONU

“Quando a ONU chegou, cerca de 15 anos atrás, o país estava social, política e economicamente abalado. O país estava em guerra civil”, lembrou o chefe da MONUSCO.

Membros da força de paz da ONU na República Democrática do Congo, MONUSCO. Foto: ONU/Martine Perret

Membros da força de paz da ONU na República Democrática do Congo, MONUSCO. Foto: ONU/Martine Perret

O chefe da Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO), Martin Kobler, relatou ao Conselho de Segurança da ONU, nesta quinta-feira (19), que houve melhora na situação do país e afirmou que a nação africana não vive “mais uma guerra nem uma transição, mas é uma nação orgulhosa”.

“Quando a ONU chegou, cerca de 15 anos atrás, o país estava social, política e economicamente abalado. O país estava em guerra civil.”

Hoje, os grupos armados sofreram perdas territoriais e estão limitados às províncias no nordeste do país, onde o conflito persiste . “A situação da segurança como um todo ainda não foi superada. Muitos ainda vivem com medo de serem estuprados, atacados ou terem seus escassos bens roubados. Esse medo afeta todos os aspectos da vida diária”, disse Kobler.

Ele destacou a parceria entre o governo da RDC e a MONUSCO e disse que é necessário mais trabalho para reduzir a ameaça dos grupos armados e a violência contra civis a um nível que possa ser efetivamente gerenciado pelas instituições congolesas.

O chefe da MONUSCO lembrou aos membros do Conselho de Segurança que a exploração ilegal de recursos naturais, como ouro, carvão vegetal e madeira é de mais de 1 bilhão de dólares por ano no nordeste da RDC. E que 98% do lucro líquido dessa exploração vão para organizações criminosas transnacionais.

“Quantos hospitais poderiam ser construídos se o comércio ilegal se tornasse legal? Quantos quilômetros de estradas poderiam ser reabilitadas? Quantos professores poderiam se pagos?” perguntou-se. “O objetivo é claro: transformar o ouro em impostos; transformar impostos em escolas; transformar escolas em um futuro próspero.”