Holanda aumenta em 20% doações para programa da ONU sobre HIV e Aids

Com o incremento, o montante disponibilizado para o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) em 2018 chegará a 23,3 milhões de dólares, bem acima dos 19,2 milhões investidos em 2017. Atualmente, a Holanda é o terceiro maior doador da agência da ONU.

Michel Sidibé, chefe do UNAIDS, ao lado da embaixadora e representante da Holanda na sede da ONU em Genebra. Foto: UNAIDS

Michel Sidibé, chefe do UNAIDS, ao lado da embaixadora e representante da Holanda na sede da ONU em Genebra. Foto: UNAIDS

O governo da Holanda anunciou neste mês (19) que aumentará em 20% as suas contribuições de 2018 para o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS). Com o incremento, o montante disponibilizado para o organismo chegará a 23,3 milhões de dólares, bem acima dos 19,2 milhões investidos em 2017. Atualmente, o país europeu é o terceiro maior doador da agência da ONU.

“O UNAIDS é um centro de conhecimento importante e usa dados e informações cruciais, também sobre as barreiras existentes, para defender uma resposta à AIDS mais eficaz”, afirmou a embaixadora e representante da Holanda na ONU em Genebra, Monique van Daalen, em cerimônia para formalizar o acordo de financiamento.

A dirigente acrescentou que o foco da instituição nos grupos mais vulneráveis “é crucial”. A ampliação dos fundos para o UNAIDS, disse Daalen, “garantirá que ninguém seja deixado para trás”.

A agência da ONU informou que a nova verba será utilizada na implementação da Estratégia do UNAIDS 2016-2021. O plano de trabalho prevê a redução das novas infecções por HIV para menos de 500 mil. O marco também visa assegurar que 30 milhões de pessoas vivendo com HIV tenham acesso à terapia antirretroviral até 2020.

“Sinto-me encorajado pelo compromisso firme da Holanda com o UNAIDS e com a resposta ao HIV. Apesar do grande progresso, ainda há um longo caminho a percorrer para alcançar metas cruciais e o tempo está se esgotando”, afirmou o diretor-executivo da instituição internacional, Michel Sidibé.

O programa da ONU é mantido inteiramente por contribuições voluntárias. O financiamento total do seu trabalho é fundamental para alcançar a visão do UNAIDS de zero nova infecção pelo HIV, zero discriminação e zero morte relacionada à AIDS.