Relatório da da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento mostra aumento de 20% nos Investimentos Estrangeiros Diretos, atingindo patamar recorde. Ganhos foram liderados por Camboja e cinco países africanos.

Arte: UNCTAD
O Investimento Estrangeiro Direto (IED) para os países mais pobres do mundo cresceu 20% em 2012 alcançando recorde de 26 bilhões de dólares, liderado por fortes ganhos no Camboja, bem como em cinco países africanos, de acordo com novo relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).
O Relatório Investimentos Mundial 2013 acrescenta que a Índia lidera a maioria dos investimentos ‘greenfield’ gerados por países em desenvolvimento para as nações menos desenvolvidas. No jargão de negócios se trata de novos investimentos ou a expansão do investimento existente em nações destinatárias, opondo-se às fusões e aquisições.
O documento observa que o crescimento foi liderado por fortes ganhos no Camboja (onde as entradas aumentaram em 73%), na Libéria (167%), Mauritânia (105%), Moçambique (96%), República Democrática do Congo (96%) e Uganda (93%). No entanto, 20 países tiveram quedas no IED, diz o relatório, acrescentando que a tendência foi particularmente acentuada em Angola, Burundi, Ilhas Salomão Mali.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, elogiou o relatório chamando-o de “fonte de reflexão e inspiração” para enfrentar os desafios de desenvolvimento atuais. “A ONU está trabalhando para criar uma visão da agenda de desenvolvimento pós-2015. Informações críveis e objetivas sobre o IED podem contribuir para o sucesso nesses esforços.”
O IED global diminuiu em 2012, observou Ban, principalmente por causa da fragilidade macroeconômica e da incerteza política para os investidores. A previsão é que suba moderadamente nos próximos dois anos.