Ao longo das últimas duas semanas de escalada da violência, mais de 540 pessoas foram mortas, das quais 311 são civis, incluindo 77 crianças, de acordo com agências humanitárias da ONU.

Condições precárias de higiene e água inadequada e instalações sanitárias levantaram a ameaça de surtos de cólera e diarreias no Iêmen. Foto: OCHA/Eman al Awami
Em meio a intensos combates em curso no Iêmen, o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) declarou nesta terça-feira (07) que um avião que transportava pessoal humanitário e cerca de 12 toneladas de suprimentos médico desembarcou na capital, Sanaa. Outros dois aviões com suprimentos médicos são esperados ainda esta semana. Segundo o porta-voz do secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric, planos estão em andamento para que equipes cirúrgicas viagem de Djibuti para a cidade de Áden o mais rápido possível.
Ao longo das últimas duas semanas da escalada da violência, mais de 540 pessoas foram mortas, das quais 311 são civis, incluindo 77 crianças, de acordo com agências humanitárias da ONU. Pelo menos 513 civis foram feridos, e mais de 100 mil foram deslocados.
Para o relator especial da ONU em direitos humanos das pessoas deslocadas internamente, Chaloka Beyani, “a comunidade internacional deve se preparar para o pior cenário”, com deslocamento de grande parcela da população. “Enquanto os esforços para alcançar uma solução diplomática são essenciais, a imagem no terreno é extremamente sombria e respostas humanitárias devem ser intensificadas com caráter de urgência.”