Pelo menos 23 pessoas morreram neste que foi um dos piores ataques dos últimos meses. Em meio a um intenso conflito, 7,6 milhões estão sob a ameaça direta da fome.

Casas destruídas por ataques aéreos na capital do Iêmen, Sanaa. Foto: OCHA/Charlotte Cans
Condenando um ataque aéreo no Iêmen que teria matado pelo menos 32 civis em um mercado em Sanaa, no sábado (27), o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu uma investigação “rápida e imparcial” sobre o incidente. Este foi um dos piores ataques dos últimos meses, destacou a ONU.
De acordo com um comunicado emitido por seu porta-voz, o secretário-geral se disse preocupado com os intensos e contínuos ataques aéreos e com os conflitos em terra no Iêmen, apesar de seus repetidos apelos por uma cessação das hostilidades.
A ataque atingiu o mercado Khaleq, no distrito de Nahem, na capital iemenita. Além dos 32 civis mortos, outros 41 ficaram feridos. O número de mortos está entre os maiores em um único bombardeio desde setembro de 2015. Ban Ki-moon expressou suas sinceras condolências e condolências às famílias das vítimas.
“O secretário-geral lembra a todas as partes envolvidas no conflito sobre a extrema necessidade de respeitar plenamente suas obrigações sob a lei internacional dos direitos humanos e do direito humanitário internacional, que proíbe ataques dirigidos contra civis e alvos civis, incluindo os mercados densamente populosos”, observou o comunicado.
Ban também reiterou o seu apelo a todas as partes em conflito no Iêmen para envolver-se em boa fé com seu enviado especial para o Iêmen, a fim de chegar a um acordo sobre a cessação das hostilidades e convocar uma nova rodada de negociações de paz.
Há duas semanas, o enviado especial da ONU no país, Ismail Ould Cheikh Ahmed, pediu aos membros do Conselho de Segurança da ONU e à comunidade internacional que apoiem os esforços para garantir a cessação das hostilidades e o início de uma nova rodada de negociações.
O longo conflito no país entre distintos grupos já deixou milhares de mortos, deslocando 2,5 milhões de pessoas e deixando 7,6 milhões sob a ameaça direta da fome.