A situação de segurança se deteriorou drasticamente”, disse o Conselheiro Especial do Secretário-Geral Ban Ki-moon no Iêmen, Jamal Benomar.
Um alto funcionário das Nações Unidas no Iêmen informou nesta terça-feira (11/10) ao Conselho de Segurança da ONU sobre a grave situação no país, com a continuação dos conflitos entre os oponentes e os partidários do Presidente Ali Abdullah Saleh, apesar dos esforços internacionais para promover uma transição política pacífica.
“A situação de segurança se deteriorou drasticamente”, disse o Conselheiro Especial do Secretário-Geral Ban Ki-moon no Iêmen, Jamal Benomar. “Cinco ou seis províncias estão fora do controle governamental; no norte uma grande área foi controlada pelos rebeldes Al-Houthi, militantes da Al-Qaeda capturaram três cidades e uma importante área geográfica no Sul e a capital Sana foi dividida entre forças rivais.”
Iêmen é um dos países que, assim como diversos outros do Norte de África e do Oriente Médio, um grande número de civis se levantaram pedindo mais democracia e liberdade. Muitas pessoas morreram durante os confrontos e protestos. Funcionários da ONU têm repetidamente alertado sobre a situação humanitária e de direitos humanos. “O povo iemenita está sofrendo ao longo desta crise para que uma transição rápida, pacífica e ordeira possa começar o mais rapidamente possível”, disse Benomar.
Além disso, o aumento no preço dos alimentos, as incertezas políticas e o estoque de combustível minaram a capacidade do Iêmen de alimentar sua população, alertou o Programa Mundial de Alimentos (PMA). A desnutrição infantil é um dos maiores desafios atuais, mesmo antes da crise, quando 50% das crianças estavam em estado de desnutrição – e esse número deve aumentar.
“O importante neste momento é que o presidente Saleh deve realizar imediatamente as reformas políticas necessárias para que as pessoas possam viver em um mundo melhor, sem medo de opressão e com plena proteção dos direitos humanos”, disse o Secretário-Geral Ban Ki-moon.
A UNESCO, agência da ONU encarregada de proteger a liberdade de expressão e de imprensa, condenou o assassinato de dois jornalistas do Iêmen e apelou às autoridades para que garantam a segurança dos trabalhadores da mídia.