Iêmen: Enviado da ONU inicia consulta intensiva para colocar processo de paz de volta aos trilhos

Desde que o conflito se intensificou no final de março, pelo menos 646 civis foram mortos e outros 1.364 feridos, de acordo com uma agência das Nações Unidas.

Um bombardeio atingiu um posto militar na montanha Faj Attan, em Sana'a, capital do Iêmen, causando incêndios e uma nuvem de fumaça. Foto: UNICEF/ Mohammed Hamoud

Um bombardeio atingiu um posto militar na montanha Faj Attan, em Sana’a, capital do Iêmen, causando incêndios e uma nuvem de fumaça. Foto: UNICEF/ Mohammed Hamoud

O enviado especial das Nações Unidas no Iêmen, Ismail Ould Cheikh Ahmed, está realizando intensas consultas destinadas a colocar o processo político no país de volta aos trilhos, interrompido desde que o conflito se intensificou no final de março.

Em uma visita a Paris, Ahmed reuniu funcionários do gabinete do presidente francês e do Ministério dos Relações Exteriores, assim como o secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo.

Nesta quinta-feira (07), ele viaja para a capital da Arábia Saudita, Riad, para reuniões com o presidente do Iêmen, Abd Rabbuh Mansour Hadi, e outras autoridades iemenitas e sauditas.

Enquanto isso, o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) relata que a violência generalizada se intensificou na província de Aden, com relatos de pesado bombardeio e confrontos ocorrendo em sete distritos.

O confronto entre o grupo rebelde dos houtis e as forças do presidente Abd Rabbuh Mansour Hadi se intensificaram em 26 de março com o apoio militar da Arábia Saudita ao governo. Desde então, pelo menos 646 civis foram mortos, incluindo 50 mulheres e 131 crianças, e mais de 1.364 civis foram feridos, de acordo com o Escritório de Direitos Humanos da ONU (ACNUDH).